PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Uma paciente de 38 anos vem ao consultório com ecografia de pescoço evidenciando nódulo tireoidiano de 2,6cm de diâmetro. Durante investigação o resultado da análise citopatológica da PAAF mostra células com citoplasma pálido, grupamento de células calcificadas, "corpos psamomatosos" e microcalcificações. Assinale a alternativa CORRETA.
Corpos psamomatosos na PAAF → Carcinoma Papilífero (disseminação linfática).
O carcinoma papilífero é a neoplasia maligna mais comum da tireoide, apresentando achados citopatológicos característicos como corpos psamomatosos e núcleos em 'vidro fosco', com disseminação preferencialmente linfática.
O carcinoma papilífero representa cerca de 80-85% dos casos de câncer de tireoide. É um tumor derivado das células foliculares, porém com características nucleares únicas (fendas nucleares, inclusões citoplasmáticas e núcleos claros). O prognóstico é geralmente excelente, com taxas de sobrevida em 10 anos superiores a 90%. O diagnóstico é realizado através da PAAF, classificada pelo sistema Bethesda. Achados como microcalcificações e corpos psamomatosos aumentam a suspeição para malignidade. O tratamento padrão envolve a tireoidectomia (total ou parcial, dependendo do tamanho e fatores de risco) e, em casos selecionados, a radioiodoterapia após a cirurgia.
Corpos psamomatosos são calcificações lamelares concêntricas encontradas no estroma de certas neoplasias. No contexto da tireoide, são altamente sugestivos de carcinoma papilífero. Eles representam a ponta de papilas necróticas que se calcificaram e são um marcador histológico e citológico importante para o diagnóstico desta patologia.
O carcinoma papilífero dissemina-se predominantemente por via linfática para os linfonodos cervicais, o que ocorre em uma porcentagem significativa de pacientes ao diagnóstico, mas não altera drasticamente o excelente prognóstico. Já o carcinoma folicular tem disseminação preferencialmente hematogênica, podendo gerar metástases à distância para ossos e pulmões.
Não. A PAAF não consegue diferenciar um adenoma folicular (benigno) de um carcinoma folicular (maligno), pois a malignidade no padrão folicular é definida pela presença de invasão capsular ou vascular, achados que só podem ser avaliados na análise histopatológica da peça cirúrgica (tireoidectomia).
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