Carcinoma Papilífero de Tireoide: Alvo Terapêutico de TSH

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresenta amenorreia há um ano e meio. Há 3 anos apresentou diagnóstico de carcinoma papilífero da tireóide T3N1M1. Na época foi submetida à tireoidectomia total e radioiodoterapia e evoluiu com tireoglobulina = 3,2ng/mL (sob levotiroxina), com elevação progressiva no último ano e achado de tecido iodocaptante em região cervical e pulmões, na Pesquisa de Corpo Inteiro (PCI) recente. Além da Tireoglobulina, trouxe: T4 livre = 1,4ng/dL (VR: 0,93 -1,7); TSH = 0,05 mUI/mL (VR: 0,27 – 4,2); LH = 70 mUI/mL (VR: folicular = 2,4 a 12,6; Lútea: 1 a 11,4; Ovulatória: 14 a 96), FSH = 62 mUI/mL (VR: folicular: 3,5 a 12,5; Lútea: 1,7 a 7,7; Ovulatória: 4,7 a 21,5) ; E2 = 4 pg/mL (VR: folicular 12,4 a 233; Lútea 22,3 a 341; Ovulatória 41 a 398); Ac Anti Tireoglobulina = positivo. Assinale a alternativa CORRETA: VR = Valor de Referência

Alternativas

  1. A) Deve-se reduzir a dose de levotiroxina da terapia, visando TSH entre 0,5 a 2 para seevitar consequências cardiovasculares e ósseas, relacionadas ao hipertireodismo subclínico.
  2. B)  Há possibilidade de gestação com produção de beta-HCG que causa alterações nacomposição dos hormônios tireoidianos (Tireotoxicose da Gestação), além de elevação da TBG.
  3. C)  Alvo terapêutico adequado ao estadiamento da paciente e levotiroxina com dose mantida.
  4. D)  O anticorpo antitireoidiano pode se relacionar ao estado de hipertireoidismosubclínico, por indicar a presença de uma doença tireoidiana auto-imune.

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