PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Em relação aos tumores malignos da tireoide, analise as afirmativas abaixo e marque como Verdadeiro (V) e Falso (F), e assinale a alternativa CORRETA: 1 - O carcinoma papilífero é o tipo histológico mais comum e geralmente o de melhor prognóstico; 2 - O carcinoma folicular tem pior prognóstico que o papilífero por se tratar de neoplasia indiferenciada; 3 - A tireoglobulina é fundamental no acompanhamento de todos tipos histológicos de tumores malignos da tireoide; 4 - De acordo com a ATA 2015, nódulos tireóideos menores de 1,0cm não devem ser puncionados
Carcinoma papilífero = mais comum e melhor prognóstico; Tireoglobulina ≠ todos tipos.
O carcinoma papilífero é o tipo mais comum e de melhor prognóstico. O carcinoma folicular tem prognóstico intermediário, mas não é indiferenciado (o anaplásico é indiferenciado). A tireoglobulina é útil no acompanhamento de carcinomas diferenciados (papilífero e folicular), mas não para todos os tipos (ex: medular, anaplásico). Nódulos < 1 cm geralmente não são puncionados, conforme ATA 2015, a menos que haja características de alto risco.
Os tumores malignos da tireoide são as neoplasias endócrinas mais comuns, com uma incidência crescente. O carcinoma papilífero é o subtipo mais prevalente, representando cerca de 80% dos casos, e é conhecido por seu excelente prognóstico, especialmente quando diagnosticado precocemente. O carcinoma folicular é o segundo mais comum, com um prognóstico ligeiramente menos favorável que o papilífero, mas ainda considerado um tumor diferenciado. A tireoglobulina é uma proteína produzida pelas células tireoidianas e é um marcador tumoral crucial no acompanhamento pós-tratamento de carcinomas diferenciados de tireoide (papilífero e folicular), especialmente após tireoidectomia total e ablação com iodo radioativo. No entanto, não é útil para o carcinoma medular (que produz calcitonina) ou anaplásico. As diretrizes da American Thyroid Association (ATA) de 2015 fornecem orientações claras para a avaliação e manejo de nódulos tireoidianos. Nódulos menores que 1,0 cm geralmente não requerem punção aspirativa por agulha fina (PAAF), a menos que apresentem características ultrassonográficas altamente suspeitas para malignidade ou em pacientes com histórico de irradiação cervical ou síndromes genéticas associadas. A decisão de puncionar é baseada em uma avaliação de risco-benefício individualizada.
O carcinoma papilífero é o tipo histológico mais comum de câncer de tireoide e geralmente apresenta o melhor prognóstico.
Não, a tireoglobulina é um marcador tumoral útil principalmente no acompanhamento dos carcinomas diferenciados de tireoide (papilífero e folicular), mas não é utilizada para o carcinoma medular ou anaplásico.
De acordo com as diretrizes da ATA 2015, nódulos tireoidianos menores de 1,0 cm geralmente não são puncionados, a menos que apresentem características ultrassonográficas altamente suspeitas ou fatores de risco significativos.
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