HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Qual o tumor de tireoide mais comum?
Carcinoma papilífero = tumor tireoide mais comum (80-85%), bom prognóstico.
O carcinoma papilífero é o tipo histológico mais frequente de câncer de tireoide, representando a vasta maioria dos casos. Geralmente tem um bom prognóstico, especialmente quando diagnosticado precocemente, e é caracterizado por disseminação linfática.
O câncer de tireoide é a neoplasia endócrina mais comum, e sua incidência tem aumentado globalmente. Dentre os diversos tipos histológicos, o carcinoma papilífero de tireoide (CPT) destaca-se como o mais prevalente, respondendo por aproximadamente 80-85% de todos os casos de câncer de tireoide diferenciado. Sua importância reside não apenas na frequência, mas também no seu prognóstico geralmente favorável. O CPT tipicamente se apresenta como um nódulo tireoidiano assintomático, detectado incidentalmente ou durante exame físico. Fatores de risco incluem exposição à radiação na infância e história familiar. O diagnóstico é estabelecido por biópsia por aspiração com agulha fina (PAAF) guiada por ultrassom, que revela as características citológicas distintivas, como núcleos em 'olho de órfã Annie'. A disseminação ocorre predominantemente via linfática para os linfonodos cervicais. O tratamento padrão para o CPT é a tireoidectomia, que pode ser total ou lobectomia, dependendo do tamanho do tumor e da presença de metástases. Em casos de alto risco, a cirurgia é complementada com terapia com iodo radioativo para eliminar tecido tireoidiano residual e tratar metástases. O prognóstico é geralmente excelente, com taxas de sobrevida muito altas, mas o acompanhamento a longo prazo com dosagem de tireoglobulina e ultrassonografia cervical é crucial para monitorar recorrências.
Histologicamente, é caracterizado por núcleos em 'olho de órfã Annie', inclusões intranucleares, sulcos nucleares e corpos psamomatosos.
O tratamento primário é cirúrgico (tireoidectomia total ou lobectomia), seguido, em casos selecionados, por terapia com iodo radioativo para ablação de tecido tireoidiano residual e tratamento de metástases.
O carcinoma papilífero geralmente tem um excelente prognóstico, com alta taxa de sobrevida em 5 e 10 anos, especialmente em pacientes jovens e com doença localizada, sendo superior ao folicular, medular e anaplásico.
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