UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
O tipo histológico mais comum de câncer de tireóide é:
Carcinoma Papilífero = tipo histológico mais comum e de melhor prognóstico da tireoide.
O carcinoma papilífero representa cerca de 80-85% dos casos de câncer de tireoide, apresentando crescimento lento e excelente taxa de sobrevida.
O câncer de tireoide é a neoplasia endócrina mais comum, com uma incidência crescente nas últimas décadas. O carcinoma papilífero lidera as estatísticas, sendo mais frequente em mulheres entre a terceira e quinta décadas de vida. Está fortemente associado à exposição prévia a radiações ionizantes e a certas mutações genéticas, como a BRAF V600E. O prognóstico é geralmente excelente, com taxas de sobrevida em 10 anos superiores a 90% para a maioria dos pacientes. O tratamento envolve a ressecção cirúrgica (tireoidectomia total ou parcial, dependendo do tamanho e fatores de risco) e, em casos selecionados, terapia complementar com iodo radioativo e supressão de TSH.
Histologicamente, o carcinoma papilífero é caracterizado por núcleos em 'vidro fosco' (Orphan Annie eyes), fendas nucleares e pseudoinclusões citoplasmáticas. A presença de corpos psamomatosos, que são calcificações concêntricas microscópicas, também é um achado clássico e altamente sugestivo deste tipo de neoplasia, auxiliando no diagnóstico anatomopatológico.
Diferente do carcinoma folicular, que tem disseminação predominantemente hematogênica, o carcinoma papilífero dissemina-se preferencialmente por via linfática para os linfonodos cervicais. Apesar da alta taxa de metástases linfonodais regionais ao diagnóstico, isso geralmente não impacta drasticamente o prognóstico de sobrevida a longo prazo, especialmente em pacientes jovens.
A ablação com iodo radioativo (I-131) é frequentemente utilizada após a tireoidectomia total em pacientes de risco intermediário ou alto. O objetivo é destruir remanescentes de tecido tireoidiano normal e tratar possíveis focos microscópicos de doença persistente ou metastática. Além disso, a ablação facilita o seguimento pós-operatório através da dosagem de tireoglobulina sérica.
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