Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023
Mulher, 40 anos, apresenta nódulo em lobo direito da tireoide de 20 mm, cuja PAAF evidenciou carcinoma papilífero. Tendo em vista o diagnóstico obtido pela PAAF e de acordo com seus conhecimentos acerca do tema tumores diferenciados da tireoide, assinale a alternativa correta:
Carcinoma papilífero > 1 cm ou multifocal → tireoidectomia total + supressão de TSH + tireoglobulina para seguimento.
Para carcinoma papilífero de tireoide com nódulo de 20mm (2cm), a tireoidectomia total é o tratamento cirúrgico padrão. A supressão do TSH com levotiroxina é crucial no pós-operatório para reduzir o risco de recorrência, e a tireoglobulina é um marcador importante para o seguimento da doença.
O carcinoma papilífero é o tipo mais comum de câncer de tireoide diferenciado, com bom prognóstico na maioria dos casos. A PAAF é crucial para o diagnóstico pré-operatório. A importância clínica reside na necessidade de um manejo adequado para prevenir recorrências e garantir a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico é estabelecido pela PAAF. A fisiopatologia envolve mutações genéticas que levam à proliferação descontrolada de células foliculares. Nódulos maiores que 1 cm, multifocais ou com extensão extratireoidiana geralmente requerem tireoidectomia total. A dosagem de tireoglobulina é um marcador sensível para detecção de doença residual ou recorrente. O tratamento cirúrgico padrão para nódulos de 20mm é a tireoidectomia total. No pós-operatório, a levotiroxina é prescrita para manter o TSH suprimido, visando um estado de hipertireoidismo subclínico assintomático, o que reduz o estímulo ao crescimento de células tumorais. O seguimento com ultrassonografia cervical e tireoglobulina é essencial para monitorar a recorrência.
Para um nódulo de 20mm, a tireoidectomia total é geralmente indicada, especialmente se houver outros fatores de risco, como extensão extratireoidiana ou metástases.
A supressão do TSH com levotiroxina é fundamental para inibir o crescimento de células tireoidianas residuais ou metastáticas, uma vez que o TSH estimula o crescimento de células tireoidianas diferenciadas.
O seguimento inclui dosagem de tireoglobulina sérica (marcador tumoral), ultrassonografia cervical e, em alguns casos, varredura com iodo radioativo, para detectar recorrências.
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