HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Sobre as doenças e a cirurgia da glândula tireoide assinale a alternativa CORRETA
Carcinoma papilífero: mais comum, bom prognóstico, lobectomia em casos selecionados.
O carcinoma papilífero da tireoide, apesar de ser o tipo mais frequente, possui um excelente prognóstico. Em casos de tumores pequenos, unifocais e sem evidência de metástases, a tireoidectomia parcial (lobectomia) pode ser uma opção terapêutica adequada, evitando os riscos da tireoidectomia total.
O carcinoma papilífero da tireoide é a neoplasia maligna mais comum da glândula tireoide, representando cerca de 80% a 90% de todos os cânceres tireoidianos. Sua incidência tem aumentado globalmente, em parte devido à melhoria dos métodos diagnósticos, como a ultrassonografia de alta resolução. É mais comum em mulheres e geralmente tem um curso indolente, com excelente prognóstico. O diagnóstico inicial de um nódulo tireoidiano geralmente envolve ultrassonografia e, se indicado pelos critérios de risco (tamanho, características ultrassonográficas), a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). A PAAF é crucial para diferenciar lesões benignas de malignas, utilizando a classificação de Bethesda. A tomografia e ressonância são reservadas para estadiamento ou avaliação de invasão local, não para o diagnóstico inicial do nódulo. O tratamento padrão para o carcinoma papilífero é cirúrgico. Embora a tireoidectomia total seja frequentemente realizada, a tireoidectomia parcial (lobectomia) é uma opção para casos selecionados de baixo risco (tumores pequenos, unifocais, sem invasão extratireoidiana ou metástases). A decisão terapêutica deve ser individualizada, considerando o tamanho do tumor, a presença de metástases, o histórico do paciente e as preferências.
É o tipo mais comum de câncer de tireoide, geralmente de crescimento lento e com bom prognóstico. Histologicamente, apresenta núcleos com "olhos de órfã Annie" e inclusões intranucleares.
A lobectomia pode ser considerada em casos de carcinoma papilífero unifocal, menor que 4 cm, sem invasão extratireoidiana, sem metástases linfonodais ou à distância, e sem histórico de irradiação cervical.
A PAAF é o principal método para avaliar a malignidade de nódulos tireoidianos, classificando-os segundo o sistema Bethesda. Ela é crucial para guiar a conduta, mas não é realizada em todos os nódulos, apenas naqueles com critérios de risco.
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