Carcinoma Papilífero de Tireoide: Diagnóstico e Tratamento

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Sobre as doenças e a cirurgia da glândula tireoide assinale a alternativa CORRETA

Alternativas

  1. A) Um nódulo solitário deve ser investigado com punção visto que cerca de 1% desses são malignos;
  2. B) A punção aspirativa com agulha fina (PAAF) é extremamente útil e realizada em todos os nódulos tireoidianos solitários;
  3. C) A tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética contribuem na tomada de decisão (conduta) na maioria dos casos de nódulo tireoidiano;
  4. D) O carcinoma papilífero é o mais frequente, com melhor prognóstico e pode ser tratado com tireoidectomia parcial (lobectomia) em casos selecionados;
  5. E) O carcinoma folicular da tireoide é o segundo tipo mais frequente, geralmente se apresenta como um nódulo solitário, tem bom prognóstico e geralmente tem seu diagnostico definido por uma PAAF.

Pérola Clínica

Carcinoma papilífero: mais comum, bom prognóstico, lobectomia em casos selecionados.

Resumo-Chave

O carcinoma papilífero da tireoide, apesar de ser o tipo mais frequente, possui um excelente prognóstico. Em casos de tumores pequenos, unifocais e sem evidência de metástases, a tireoidectomia parcial (lobectomia) pode ser uma opção terapêutica adequada, evitando os riscos da tireoidectomia total.

Contexto Educacional

O carcinoma papilífero da tireoide é a neoplasia maligna mais comum da glândula tireoide, representando cerca de 80% a 90% de todos os cânceres tireoidianos. Sua incidência tem aumentado globalmente, em parte devido à melhoria dos métodos diagnósticos, como a ultrassonografia de alta resolução. É mais comum em mulheres e geralmente tem um curso indolente, com excelente prognóstico. O diagnóstico inicial de um nódulo tireoidiano geralmente envolve ultrassonografia e, se indicado pelos critérios de risco (tamanho, características ultrassonográficas), a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). A PAAF é crucial para diferenciar lesões benignas de malignas, utilizando a classificação de Bethesda. A tomografia e ressonância são reservadas para estadiamento ou avaliação de invasão local, não para o diagnóstico inicial do nódulo. O tratamento padrão para o carcinoma papilífero é cirúrgico. Embora a tireoidectomia total seja frequentemente realizada, a tireoidectomia parcial (lobectomia) é uma opção para casos selecionados de baixo risco (tumores pequenos, unifocais, sem invasão extratireoidiana ou metástases). A decisão terapêutica deve ser individualizada, considerando o tamanho do tumor, a presença de metástases, o histórico do paciente e as preferências.

Perguntas Frequentes

Quais são as características do carcinoma papilífero de tireoide?

É o tipo mais comum de câncer de tireoide, geralmente de crescimento lento e com bom prognóstico. Histologicamente, apresenta núcleos com "olhos de órfã Annie" e inclusões intranucleares.

Quando a tireoidectomia parcial (lobectomia) é indicada para carcinoma papilífero?

A lobectomia pode ser considerada em casos de carcinoma papilífero unifocal, menor que 4 cm, sem invasão extratireoidiana, sem metástases linfonodais ou à distância, e sem histórico de irradiação cervical.

Qual o papel da PAAF no diagnóstico de nódulos tireoidianos?

A PAAF é o principal método para avaliar a malignidade de nódulos tireoidianos, classificando-os segundo o sistema Bethesda. Ela é crucial para guiar a conduta, mas não é realizada em todos os nódulos, apenas naqueles com critérios de risco.

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