INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
Uma mulher de 55 anos de idade procura o médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) para realizar uma consulta. A paciente está assintomática. Durante o exame físico, o médico identificou nódulo palpável no lobo esquerdo da tireoide. Solicitou ultrassonografia, que mostrou nódulo bem circunscrito de 1,8 cm em seu maior diâmetro, localizado no pólo superior esquerdo da tireoide e ausência de linfonodomegalia. Indicou, então, punção aspirativa com agulha fina. O exame histopatológico revelou alterações celulares sugestivas de carcinoma papilífero de tireoide. A paciente foi submetida a tireoidectomia e o exame anátomo-patológico confirmou o diagnóstico de carcinoma papilífero de tireoide, de 1,8 cm, sem invasão capsular, bem diferenciado, sem extensão local ou intratireoideana. Além da reposição hormonal, a conduta nessa paciente implica a:
Carcinoma papilífero > 1cm pós-tireoidectomia → Iodo-131 para ablação de remanescentes.
A radioiodoterapia com Iodo-131 é indicada após a tireoidectomia no carcinoma papilífero para eliminar tecido tireoidiano residual e tratar possíveis focos microscópicos de doença.
O carcinoma papilífero é o tumor maligno mais comum da tireoide e apresenta excelente prognóstico. O tratamento padrão envolve a tireoidectomia (total ou parcial, dependendo do risco) seguida, em casos selecionados, pela ablação com Iodo-131. A decisão de usar iodo radioativo baseia-se no estadiamento TNM e no risco de recorrência. O seguimento a longo prazo é feito com dosagens de tireoglobulina e ultrassonografia cervical.
O objetivo é a ablação de remanescentes tireoidianos normais e o tratamento de focos tumorais microscópicos, o que aumenta a especificidade do seguimento com a tireoglobulina sérica.
Além de tratar o hipotireoidismo pós-cirúrgico, a levotiroxina em doses supressivas mantém o TSH baixo, reduzindo o estímulo para o crescimento de eventuais células neoplásicas remanescentes.
Não. Atualmente, as diretrizes tendem a ser mais conservadoras em tumores de muito baixo risco (microcarcinomas < 1cm, intratiroidianos), onde a observação ou apenas a cirurgia podem ser suficientes.
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