UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
O carcinoma nasofaríngeo é uma neoplasia que surge na nasofaringe. Ele difere da neoplasia de células escamosas clássica de cabeça e pescoço em epidemiologia, histologia, história natural e resposta ao tratamento. Em relação ao carcinoma nasofaríngeo, assinale a afirmativa correta.
Carcinoma nasofaríngeo: EBV é agente etiológico primário, tratamento principal é radioterapia/quimioterapia, alta taxa de metástase linfonodal cervical.
O carcinoma nasofaríngeo é uma neoplasia com características distintas, sendo o vírus Epstein-Barr (EBV) um fator etiológico chave, especialmente nos tipos não queratinizantes. Sua localização anatômica e alta sensibilidade à radiação tornam a radioterapia, frequentemente combinada com quimioterapia, o pilar do tratamento, em vez da cirurgia radical inicial.
O carcinoma nasofaríngeo (CNF) é uma neoplasia maligna que se origina na nasofaringe, uma região anatômica complexa. Ele se distingue de outras neoplasias de cabeça e pescoço por sua epidemiologia, histologia e resposta ao tratamento. É mais prevalente em certas regiões geográficas, como o sudeste asiático e o norte da África. A compreensão de suas características é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, sendo um tópico relevante para residentes de oncologia, otorrinolaringologia e radioterapia. A fisiopatologia do CNF está fortemente ligada à infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV), que é considerado um agente etiológico primário, especialmente nos subtipos não queratinizantes. Outros fatores de risco incluem predisposição genética e fatores ambientais, como o consumo de peixe salgado. O diagnóstico geralmente envolve endoscopia, biópsia e exames de imagem para estadiamento. É comum a apresentação com linfonodomegalia cervical devido à disseminação metastática precoce, e sintomas como obstrução nasal, epistaxe, otite média serosa unilateral e diplopia. O tratamento do CNF é predominantemente não cirúrgico, com a radioterapia desempenhando um papel central devido à alta sensibilidade tumoral e à dificuldade de ressecção cirúrgica completa na nasofaringe. A quimioterapia é frequentemente utilizada em combinação com a radioterapia, especialmente em estágios avançados, para melhorar o controle local e reduzir a incidência de metástases à distância. O prognóstico depende do estágio da doença ao diagnóstico, sendo a detecção precoce crucial para melhores resultados. A vigilância pós-tratamento é essencial para monitorar recidivas e metástases.
O vírus Epstein-Barr (EBV) é reconhecido como um agente etiológico primário na patogênese do carcinoma nasofaríngeo, especialmente para os tipos não queratinizantes, que são mais comuns em regiões endêmicas.
O tratamento de escolha para a maioria dos casos de carcinoma nasofaríngeo é a radioterapia, frequentemente combinada com quimioterapia. A cirurgia é geralmente reservada para casos de recidiva ou doença residual selecionada, não sendo a abordagem inicial para a lesão primária.
Sim, o carcinoma nasofaríngeo é conhecido por sua alta taxa de disseminação metastática precoce, especialmente para os linfonodos cervicais. Linfonodomegalia cervical é um achado comum no diagnóstico, presente em uma grande porcentagem dos pacientes.
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