SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Paciente de 42 anos, sexo masculino, apresenta um tumor cervical que a biópsia revela um carcinoma mucoepidermoide de lobo superficial da parótida direita sem evidências de metástases a distância. Qual o tratamento recomendado para esse caso?
Carcinoma mucoepidermoide lobo superficial parótida sem metástase → Lobectomia lateral com preservação nervo facial.
Para tumores de lobo superficial da parótida, como o carcinoma mucoepidermoide, a lobectomia lateral (parotidectomia superficial) é o tratamento de escolha, com foco na ressecção completa da lesão e na preservação do nervo facial, crucial para a função motora da face.
O carcinoma mucoepidermoide é o tumor maligno mais comum das glândulas salivares, sendo a glândula parótida o local de maior incidência. Geralmente, apresenta-se como uma massa indolor na região cervical. A biópsia é essencial para o diagnóstico histopatológico e para determinar o grau de malignidade. Em casos de tumores de baixo grau ou restritos ao lobo superficial, o prognóstico é favorável. O tratamento primário para tumores da parótida é cirúrgico. Para tumores localizados no lobo superficial, como o carcinoma mucoepidermoide sem evidência de metástases a distância, a lobectomia lateral (também conhecida como parotidectomia superficial) é o procedimento de escolha. Esta cirurgia visa a ressecção completa do tumor com margens de segurança adequadas. Um aspecto crítico da cirurgia da parótida é a identificação e preservação do nervo facial, que atravessa a glândula. A experiência do cirurgião e o uso de monitoramento intraoperatório do nervo são fundamentais para minimizar o risco de paralisia facial. O esvaziamento cervical só é indicado em casos de metástases linfonodais comprovadas ou tumores de alto grau com alto risco de disseminação.
É o tumor maligno mais comum das glândulas salivares maiores, com comportamento biológico variável, que pode ocorrer em qualquer glândula salivar, sendo a parótida o local mais frequente.
A lobectomia lateral (ou parotidectomia superficial) remove apenas o lobo superficial da glândula parótida, onde a maioria dos tumores benignos e muitos malignos de baixo grau se localizam. A parotidectomia total remove toda a glândula.
O nervo facial atravessa a glândula parótida e é responsável pela inervação motora dos músculos da mímica facial. Sua lesão pode causar paralisia facial, com impacto significativo na qualidade de vida do paciente.
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