Carcinoma Medular da Tireoide: Origem, Genética e Diagnóstico

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021

Enunciado

Marque a alternativa CORRETA que descreve o carcinoma medular da tireóide:

Alternativas

  1. A) É a neoplasia mais comum da tireóide associada com excelente prognóstico. Tem como fator de risco à radiação na infância de fontes médicas ou ambientais. O diagnóstico pode ser feito por punção aspirativa de agulha fina (PAAF).
  2. B) É um câncer de tireóide que atinge a via hematogênica em 10 a 15% dos casos. O PAAF tem valor limitado no diagnóstico pré operatório. Apresenta um subtipo chamado células de Hurthle.
  3. C) É um tumor que se origina nas células parafoliculares C. É um tumor que se apresenta comumente de forma esporádica, cerca de 80% e o restante como distúrbio autossômico hereditário como NEM2A e NEM 2B.
  4. D) É a forma mais agressiva com uma mortalidade que pode chegar a 100%. Macroscopicamente invasivo, endurecido e com a aparência esbranquiçada.
  5. E) É um tumor endurecido, de crescimento rápido e agressivo. Média de sobrevida cerca de 6 meses, com metástase para pulmão e ossos.

Pérola Clínica

Carcinoma Medular da Tireoide (CMT) = Origem nas células C parafoliculares + Produção de calcitonina + 80% esporádico, 20% hereditário (NEM2A/2B).

Resumo-Chave

O carcinoma medular da tireoide (CMT) é uma neoplasia neuroendócrina que se origina das células C parafoliculares da tireoide, responsáveis pela produção de calcitonina. É crucial diferenciá-lo de outros cânceres de tireoide devido à sua origem e associação com síndromes genéticas como a Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM2A e NEM2B).

Contexto Educacional

O carcinoma medular da tireoide (CMT) representa uma pequena porcentagem dos cânceres de tireoide, mas possui características distintas que o diferenciam dos carcinomas papilífero e folicular. Sua origem nas células C parafoliculares, que produzem calcitonina, é um ponto crucial para o diagnóstico e monitoramento. A dosagem de calcitonina sérica é um marcador tumoral sensível e específico para o CMT. A apresentação do CMT pode ser esporádica (80% dos casos) ou hereditária (20%), sendo esta última associada às síndromes de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A (NEM2A) e 2B (NEM2B), causadas por mutações no proto-oncogene RET. A identificação de casos hereditários é vital para o rastreamento familiar e a realização de tireoidectomia profilática em portadores da mutação. O tratamento primário do CMT é cirúrgico, com tireoidectomia total e dissecção cervical. Diferente dos cânceres diferenciados, o CMT não capta iodo radioativo, e a terapia com levotiroxina não é usada para supressão do TSH. O prognóstico varia, sendo geralmente pior que o dos carcinomas diferenciados, especialmente nas formas hereditárias mais agressivas.

Perguntas Frequentes

Qual a origem do carcinoma medular da tireoide?

O carcinoma medular da tireoide (CMT) origina-se das células C parafoliculares da tireoide, que são células neuroendócrinas responsáveis pela produção e secreção de calcitonina.

Qual a importância da calcitonina no carcinoma medular da tireoide?

A calcitonina é um marcador tumoral fundamental para o diagnóstico, monitoramento da resposta ao tratamento e detecção de recorrência do CMT, pois é produzida em excesso pelas células tumorais.

Qual a relação entre o CMT e as síndromes de Neoplasia Endócrina Múltipla?

Cerca de 20% dos casos de CMT são hereditários e estão associados às síndromes de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A (NEM2A) e 2B (NEM2B), causadas por mutações germinativas no proto-oncogene RET.

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