SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Marque a alternativa CORRETA que descreve o carcinoma medular da tireóide:
Carcinoma Medular da Tireoide (CMT) = Origem nas células C parafoliculares + Produção de calcitonina + 80% esporádico, 20% hereditário (NEM2A/2B).
O carcinoma medular da tireoide (CMT) é uma neoplasia neuroendócrina que se origina das células C parafoliculares da tireoide, responsáveis pela produção de calcitonina. É crucial diferenciá-lo de outros cânceres de tireoide devido à sua origem e associação com síndromes genéticas como a Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM2A e NEM2B).
O carcinoma medular da tireoide (CMT) representa uma pequena porcentagem dos cânceres de tireoide, mas possui características distintas que o diferenciam dos carcinomas papilífero e folicular. Sua origem nas células C parafoliculares, que produzem calcitonina, é um ponto crucial para o diagnóstico e monitoramento. A dosagem de calcitonina sérica é um marcador tumoral sensível e específico para o CMT. A apresentação do CMT pode ser esporádica (80% dos casos) ou hereditária (20%), sendo esta última associada às síndromes de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A (NEM2A) e 2B (NEM2B), causadas por mutações no proto-oncogene RET. A identificação de casos hereditários é vital para o rastreamento familiar e a realização de tireoidectomia profilática em portadores da mutação. O tratamento primário do CMT é cirúrgico, com tireoidectomia total e dissecção cervical. Diferente dos cânceres diferenciados, o CMT não capta iodo radioativo, e a terapia com levotiroxina não é usada para supressão do TSH. O prognóstico varia, sendo geralmente pior que o dos carcinomas diferenciados, especialmente nas formas hereditárias mais agressivas.
O carcinoma medular da tireoide (CMT) origina-se das células C parafoliculares da tireoide, que são células neuroendócrinas responsáveis pela produção e secreção de calcitonina.
A calcitonina é um marcador tumoral fundamental para o diagnóstico, monitoramento da resposta ao tratamento e detecção de recorrência do CMT, pois é produzida em excesso pelas células tumorais.
Cerca de 20% dos casos de CMT são hereditários e estão associados às síndromes de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A (NEM2A) e 2B (NEM2B), causadas por mutações germinativas no proto-oncogene RET.
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