UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Paciente feminina de 40 anos com a suspeita de que o nódulo da tireoide seja um carcinoma medular. Assinale, dentre as opções abaixo a que contém o exame que deve ser dosado:
Suspeita de carcinoma medular de tireoide → dosar calcitonina sérica, que é seu principal marcador tumoral.
A calcitonina é um hormônio produzido pelas células parafoliculares (células C) da tireoide. O carcinoma medular de tireoide (CMT) origina-se dessas células, e a dosagem de calcitonina sérica é o marcador mais sensível e específico para seu diagnóstico e acompanhamento.
O carcinoma medular de tireoide (CMT) é um tipo raro de câncer de tireoide, representando cerca de 3-5% de todas as neoplasias tireoidianas. Ele se origina das células parafoliculares (células C) da tireoide, que são responsáveis pela produção de calcitonina. Diferente dos carcinomas papilíferos e foliculares, que se originam das células foliculares, o CMT não é influenciado pelo TSH. A dosagem de calcitonina sérica é o exame laboratorial mais importante e específico para o diagnóstico e acompanhamento do CMT. Níveis elevados de calcitonina em um paciente com nódulo tireoidiano devem levantar forte suspeita de CMT. Além disso, a calcitonina é um marcador útil para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recorrências. O antígeno carcinoembrionário (CEA) também pode estar elevado e serve como um marcador secundário. É crucial lembrar que o CMT pode ser esporádico (75% dos casos) ou hereditário (25% dos casos), associado à Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN 2A ou 2B) ou CMT familiar isolado. Nesses casos hereditários, a pesquisa de mutações no proto-oncogene RET é fundamental para o rastreio de familiares e para o manejo clínico. A biópsia por punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é essencial para a confirmação citológica, mas a dosagem de calcitonina é o primeiro passo laboratorial na suspeita.
A calcitonina é o principal marcador tumoral para o carcinoma medular de tireoide (CMT), sendo produzida em excesso pelas células C neoplásicas. Níveis elevados de calcitonina sérica são altamente sugestivos de CMT e são usados tanto para diagnóstico quanto para monitoramento pós-tratamento.
Além da calcitonina, a ultrassonografia de tireoide, a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) com citologia e a dosagem de CEA (antígeno carcinoembrionário) são importantes. A pesquisa de mutações no gene RET também é crucial, especialmente para rastreio familiar em casos de MEN 2.
O carcinoma medular é distinto por sua origem nas células C e pela produção de calcitonina. Carcinomas papilíferos e foliculares (diferenciados) originam-se das células foliculares e são monitorados com tireoglobulina e TSH.
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