CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
Qual o tipo histológico de câncer de tireoide de origem neuroendócrina?
Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) = origem neuroendócrina das células C parafoliculares.
O carcinoma medular de tireoide é único por sua origem nas células parafoliculares C, que produzem calcitonina. Essa característica o diferencia dos cânceres papilífero e folicular, que derivam das células foliculares. É crucial para o diagnóstico e manejo, especialmente pela associação com síndromes genéticas como a MEN 2.
O carcinoma medular de tireoide (CMT) é um tipo raro de câncer de tireoide, representando cerca de 3-5% de todos os cânceres de tireoide. Sua importância clínica reside na sua origem neuroendócrina, a partir das células C parafoliculares da tireoide, que são responsáveis pela produção de calcitonina. É fundamental para estudantes e residentes compreenderem essa distinção, pois ela guia o diagnóstico, o tratamento e o prognóstico, além de sua associação com síndromes genéticas. A fisiopatologia do CMT envolve a proliferação descontrolada das células C. Aproximadamente 25% dos casos são hereditários, associados a mutações germinativas no proto-oncogene RET, sendo parte da síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN 2). O diagnóstico é suspeitado pela presença de um nódulo tireoidiano e confirmado pela biópsia e imuno-histoquímica, com a dosagem de calcitonina sérica sendo um marcador essencial para triagem e acompanhamento. O tratamento primário para o CMT é a tireoidectomia total, com dissecção de linfonodos cervicais, dependendo do estadiamento. Diferente dos cânceres papilífero e folicular, o CMT não capta iodo radioativo. O prognóstico varia, sendo geralmente pior que o dos cânceres diferenciados de tireoide, especialmente em casos avançados ou hereditários. O acompanhamento pós-operatório inclui a monitorização dos níveis de calcitonina e antígeno carcinoembrionário (CEA).
O carcinoma medular de tireoide pode se apresentar como um nódulo cervical palpável, mas também pode estar associado a sintomas como diarreia e rubor facial devido à produção de substâncias vasoativas pelas células tumorais, além da calcitonina.
A calcitonina é um marcador tumoral fundamental para o diagnóstico e acompanhamento do carcinoma medular de tireoide, pois é produzida pelas células C parafoliculares. Níveis elevados de calcitonina sérica são altamente sugestivos da doença e podem ser usados para triagem em familiares de pacientes com MEN 2.
O carcinoma medular se diferencia por sua origem nas células C parafoliculares (neuroendócrinas) e pela produção de calcitonina, enquanto os carcinomas papilífero e folicular se originam das células foliculares e são diferenciados. Essa distinção é crucial para o tratamento e prognóstico.
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