Carcinoma Medular de Tireoide: O Papel da Calcitonina

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Em relação ao carcinoma medular da tireoide (CMT), qual das alternativas abaixo está correta?

Alternativas

  1. A) O CMT é o tipo mais comum de carcinoma de tireoide e tem bom prognóstico com terapia hormonal.
  2. B) A calcitonina sérica é um marcador sensível e específico para diagnóstico e acompanhamento do CMT.
  3. C) O tratamento inicial do CMT consiste em iodoterapia, sem necessidade de cirurgia.
  4. D) A biópsia por aspiração é contraindicada em casos de suspeita de CMT.

Pérola Clínica

Nódulo tireoidiano + Calcitonina sérica elevada → Alta suspeita de Carcinoma Medular de Tireoide (CMT).

Resumo-Chave

O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) origina-se das células C (parafoliculares) e produz calcitonina. Este hormônio serve como um marcador tumoral altamente sensível e específico, fundamental para o diagnóstico, avaliação da extensão da doença e monitoramento de recorrência pós-cirúrgica.

Contexto Educacional

O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) é um tipo de câncer de tireoide neuroendócrino que se origina das células parafoliculares, ou células C, responsáveis pela produção de calcitonina. Ele corresponde a cerca de 3-5% de todos os tumores malignos da tireoide e pode ocorrer de forma esporádica (75% dos casos) ou hereditária (25%), associado às síndromes de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM2A e NEM2B) e ao CMT familiar, todos causados por mutações no proto-oncogene RET. A principal característica bioquímica do CMT é a produção de calcitonina. Níveis séricos elevados de calcitonina são um marcador tumoral extremamente sensível e específico, utilizados tanto para o diagnóstico em pacientes com nódulos tireoidianos suspeitos quanto para o monitoramento de doença residual ou recorrente após o tratamento. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é um exame importante na avaliação, mas a dosagem de calcitonina é fundamental para o diagnóstico diferencial. O tratamento do CMT é eminentemente cirúrgico, consistindo em tireoidectomia total com esvaziamento linfonodal do compartimento central do pescoço. Ao contrário dos carcinomas diferenciados da tireoide (papilífero e folicular), o CMT não capta iodo, portanto, a terapia com iodo radioativo (iodoterapia) não faz parte do seu manejo. O prognóstico depende do estadiamento no momento do diagnóstico, sendo a detecção precoce e a ressecção cirúrgica completa os fatores mais importantes para a cura.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de suspeita para Carcinoma Medular de Tireoide?

A suspeita surge com um nódulo tireoidiano, especialmente se houver história familiar de CMT ou Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM2). A dosagem de calcitonina sérica basal é o principal exame de triagem. Diarreia e flushing podem ocorrer em casos avançados.

Qual o tratamento padrão para o Carcinoma Medular de Tireoide?

O tratamento é primariamente cirúrgico e consiste em tireoidectomia total associada ao esvaziamento cervical dos linfonodos do compartimento central (nível VI) e, a depender do estadiamento, dos compartimentos laterais.

Como o CMT se diferencia dos outros carcinomas de tireoide?

O CMT se origina das células C (parafoliculares) e produz calcitonina, enquanto os carcinomas papilífero e folicular se originam das células foliculares e produzem tireoglobulina. O CMT não capta iodo radioativo e pode ter componente genético (mutação RET).

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