HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2015
O excesso de secreção de calcitonina tem demonstrado ser um marcador eficiente para a presença de:
↑ Calcitonina = Carcinoma Medular de Tireoide (CMT), originado das células C da tireoide.
A calcitonina é um hormônio produzido pelas células parafoliculares (células C) da tireoide. O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) é um tumor neuroendócrino que se origina dessas células e, consequentemente, secreta calcitonina em excesso. Níveis elevados de calcitonina sérica são um marcador altamente específico para o diagnóstico, monitoramento pós-operatório e rastreamento de familiares em casos de CMT hereditário.
O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) é um tipo raro de câncer de tireoide, representando cerca de 3-5% de todos os tumores malignos da glândula. Diferente dos carcinomas papilífero e folicular, que se originam das células foliculares, o CMT tem origem nas células parafoliculares, ou células C, responsáveis pela produção do hormônio calcitonina. Este tumor pode ser esporádico (75% dos casos) ou hereditário (25% dos casos), sendo este último frequentemente associado à Neoplasia Endócrina Múltipla Tipo 2 (MEN 2). A fisiopatologia do CMT envolve a proliferação descontrolada das células C, que resultam na produção excessiva de calcitonina. Essa elevação da calcitonina sérica é o principal biomarcador para o diagnóstico e monitoramento da doença. Níveis basais elevados de calcitonina, ou um aumento significativo após o teste de estímulo com pentagastrina ou cálcio, são altamente sugestivos de CMT. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia e exame histopatológico. Para residentes, é fundamental reconhecer a importância da calcitonina como um marcador tumoral específico para o CMT. A dosagem de calcitonina é essencial não apenas para o diagnóstico inicial de nódulos tireoidianos suspeitos, mas também para o acompanhamento pós-operatório, a detecção precoce de recorrências e o rastreamento genético em famílias com histórico de CMT ou MEN 2. O tratamento primário é cirúrgico (tireoidectomia total), e a calcitonina sérica deve ser monitorada para avaliar a resposta ao tratamento e a presença de doença residual ou metastática.
O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) origina-se das células parafoliculares, também conhecidas como células C, localizadas na tireoide. Essas células são responsáveis pela produção e secreção do hormônio calcitonina.
A calcitonina é um marcador específico para o CMT porque é o hormônio produzido pelas células C, das quais o tumor se origina. Níveis elevados de calcitonina sérica são um indicador sensível e específico da presença de CMT, sendo utilizada tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento pós-tratamento.
Além do diagnóstico, a dosagem de calcitonina é crucial para o monitoramento da resposta ao tratamento após a tireoidectomia, para detectar recorrências da doença e para o rastreamento de familiares de pacientes com CMT hereditário, especialmente em casos de Neoplasia Endócrina Múltipla Tipo 2 (MEN 2).
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