Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Paciente assiste na sua consulta ambulatorial com possível nódulo da tireoide do tipo carcinoma medular. Qual exame indicaria para corroborar o diagnóstico?
Suspeita de Carcinoma Medular de Tireoide → dosar Calcitonina sérica.
O carcinoma medular de tireoide (CMT) origina-se das células parafoliculares C da tireoide, que produzem calcitonina. Portanto, a dosagem de calcitonina sérica é o marcador tumoral mais importante e sensível para o diagnóstico e acompanhamento do CMT.
O carcinoma medular de tireoide (CMT) é uma neoplasia neuroendócrina rara, representando cerca de 1-2% de todos os cânceres de tireoide. Ele se origina das células parafoliculares C da tireoide, que são responsáveis pela produção de calcitonina. O CMT pode ser esporádico (75% dos casos) ou hereditário (25%), este último frequentemente associado à Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN2), o que implica em rastreamento familiar. A suspeita de CMT em um nódulo tireoidiano deve levar à dosagem de calcitonina sérica, que é o marcador bioquímico mais sensível e específico para esta condição. Níveis elevados de calcitonina são altamente sugestivos de CMT e correlacionam-se com a carga tumoral, sendo também útil no seguimento pós-tratamento. A tireoglobulina, por outro lado, é um marcador para carcinomas diferenciados da tireoide (papilífero e folicular) e não deve ser usada para CMT. O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia (PAAF) com análise citológica e imuno-histoquímica para calcitonina e CEA. Em casos de CMT hereditário, a pesquisa de mutações no gene RET é essencial para o rastreamento familiar e aconselhamento genético. O tratamento primário é a tireoidectomia total com dissecção de linfonodos cervicais, e o acompanhamento pós-operatório inclui a monitorização dos níveis de calcitonina e CEA para detecção precoce de recorrência.
O carcinoma medular de tireoide (CMT) origina-se das células parafoliculares C da tireoide, que são responsáveis pela produção e secreção do hormônio calcitonina. Diferente de outros cânceres de tireoide, não se origina das células foliculares.
As células C tumorais do CMT produzem e secretam calcitonina em grandes quantidades, tornando a dosagem sérica deste hormônio um marcador sensível e específico para o diagnóstico, estadiamento e monitoramento da recorrência da doença. Seus níveis se correlacionam com a carga tumoral.
Além da calcitonina, a ultrassonografia de tireoide, a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) com análise citológica e imuno-histoquímica, e a dosagem de CEA (antígeno carcinoembrionário) são cruciais. A pesquisa de mutações no gene RET também é fundamental, especialmente em casos familiares de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN2).
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