UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Paciente feminina de 40 anos com a suspeita de que o nódulo da tireoide seja um carcinoma medular. Assinale, dentre as opções abaixo a que contém o exame que deve ser dosado:
Suspeita de Carcinoma Medular de Tireoide → Dosar Calcitonina sérica.
A calcitonina é um hormônio produzido pelas células parafoliculares (células C) da tireoide. Sua dosagem sérica é o principal marcador bioquímico para o diagnóstico e acompanhamento do carcinoma medular de tireoide, sendo fundamental na avaliação inicial de nódulos suspeitos.
O carcinoma medular de tireoide (CMT) é uma neoplasia maligna rara, correspondendo a 3-5% dos cânceres de tireoide. Ele se origina das células parafoliculares (células C) da tireoide, responsáveis pela produção de calcitonina. Sua importância clínica reside na agressividade potencial e na necessidade de um diagnóstico precoce para um melhor prognóstico, sendo crucial para a formação do residente o reconhecimento da sua apresentação e manejo inicial. A fisiopatologia envolve a proliferação descontrolada das células C, que podem produzir calcitonina em excesso. A suspeita diagnóstica surge na presença de um nódulo tireoidiano, especialmente se houver história familiar de CMT ou síndromes de neoplasia endócrina múltipla (MEN 2). A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) pode sugerir o diagnóstico, mas a dosagem de calcitonina sérica é o exame bioquímico mais sensível e específico para confirmar a suspeita e monitorar a doença. O tratamento primário do CMT é a tireoidectomia total, muitas vezes com linfadenectomia cervical. O prognóstico depende do estágio da doença ao diagnóstico. Níveis elevados de calcitonina pós-operatória indicam doença residual ou metastática. É fundamental que o residente compreenda a importância da calcitonina não apenas no diagnóstico, mas também no seguimento, e a associação com síndromes genéticas que exigem rastreamento familiar.
O carcinoma medular de tireoide geralmente se apresenta como um nódulo tireoidiano palpável. Em casos avançados, pode haver linfadenopatia cervical, disfagia, rouquidão ou sintomas relacionados à produção excessiva de calcitonina, como diarreia e flushing.
A calcitonina é um biomarcador específico para o carcinoma medular de tireoide porque é produzida pelas células C parafoliculares, que são a origem desse tipo de câncer. Níveis elevados de calcitonina sérica são altamente sugestivos da doença e são usados tanto para diagnóstico quanto para monitoramento pós-tratamento.
O carcinoma medular de tireoide pode ser esporádico ou hereditário, sendo a forma hereditária associada à Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN 2A e MEN 2B), causada por mutações no gene RET. Nesses casos, o rastreamento genético e a dosagem de calcitonina em familiares são cruciais.
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