Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 42 anos, apresenta lesão expansiva em tireoide, sugestiva de carcinoma medular. Sobre o carcinoma medular de tireoide (CMT), assinale a correta:
CMT: pesquisa mutação RET, dosagem calcitonina/CEA (diagnóstico/seguimento). Cirurgia é padrão.
O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) é uma neoplasia de células parafoliculares (células C) que produzem calcitonina. Cerca de 25% dos casos são hereditários, associados a mutações no proto-oncogene RET (MEN 2A/2B). A dosagem de calcitonina e CEA é crucial para diagnóstico, estadiamento e monitoramento pós-operatório.
O Carcinoma Medular de Tireoide (CMT) é uma neoplasia rara, representando cerca de 3-5% de todos os cânceres de tireoide. Diferente dos carcinomas papilífero e folicular, que se originam dos tireócitos, o CMT deriva das células parafoliculares (células C) da tireoide, que produzem calcitonina. Sua importância reside na sua agressividade e na associação com síndromes genéticas. Aproximadamente 75% dos casos de CMT são esporádicos, enquanto os 25% restantes são hereditários, associados à Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN 2A ou MEN 2B) ou ao CMT familiar isolado. Essas formas hereditárias são causadas por mutações germinativas no proto-oncogene RET. Por isso, a pesquisa da mutação RET é fundamental em todos os pacientes com CMT, permitindo o rastreamento familiar e a identificação de indivíduos em risco para tireoidectomia profilática. A dosagem de calcitonina e CEA é essencial para o diagnóstico, estadiamento e monitoramento da resposta ao tratamento e recorrência da doença. O tratamento primário para o CMT é a tireoidectomia total, com linfadenectomia cervical central e, em muitos casos, lateral, dependendo do estadiamento. A cirurgia é a única modalidade curativa. Diferente dos carcinomas diferenciados de tireoide, o CMT não responde à terapia com iodo radioativo. O prognóstico depende do estadiamento ao diagnóstico, sendo a detecção precoce, especialmente nas formas hereditárias, crucial para melhores resultados.
O CMT origina-se das células parafoliculares (células C) da tireoide, que são responsáveis pela produção de calcitonina.
A pesquisa da mutação no proto-oncogene RET é crucial porque cerca de 25% dos casos de CMT são hereditários, associados à Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN 2A ou MEN 2B). A identificação da mutação permite o rastreamento familiar e a tireoidectomia profilática em portadores.
A calcitonina e o antígeno carcinoembrionário (CEA) são os principais marcadores tumorais para o CMT. Seus níveis são utilizados no diagnóstico inicial, para avaliar a extensão da doença e para monitorar a recorrência após o tratamento cirúrgico.
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