IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Quanto ao tratamento adjuvante do carcinoma de Mama, com receptor de estrogênio positivo, é correto afirmar que:
Câncer de mama ER+ com linfonodos positivos → Tamoxifeno + Quimioterapia adjuvante melhora sobrevida.
Em carcinoma de mama com receptor de estrogênio positivo e linfonodos axilares positivos, a terapia adjuvante com tamoxifeno combinada à quimioterapia é uma estratégia bem estabelecida que melhora significativamente a sobrevida, abordando tanto a sensibilidade hormonal quanto a carga tumoral sistêmica.
O carcinoma de mama com receptor de estrogênio (ER) positivo é o subtipo mais comum, representando cerca de 70% dos casos. O tratamento adjuvante é crucial para reduzir o risco de recorrência e melhorar a sobrevida, sendo guiado por fatores como o status dos receptores hormonais, HER2, e o envolvimento linfonodal. O tamoxifeno é a principal terapia hormonal para mulheres com câncer de mama ER positivo, sendo eficaz tanto em pré quanto em pós-menopausa. Ele atua bloqueando os receptores de estrogênio nas células tumorais. Os inibidores da aromatase são preferencialmente usados em mulheres pós-menopausa, pois bloqueiam a produção de estrogênio. A escolha entre eles e a duração do tratamento são individualizadas. Em pacientes com linfonodos axilares positivos, o risco de recorrência é maior, e a combinação de quimioterapia com hormonioterapia (como tamoxifeno) é frequentemente indicada para maximizar o benefício na sobrevida. O trastuzumabe é reservado para tumores HER2-positivos. É fundamental entender as indicações específicas de cada terapia para otimizar o tratamento adjuvante e o prognóstico das pacientes.
O tamoxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) que bloqueia a ação do estrogênio nas células mamárias. Os inibidores da aromatase (IA) reduzem a produção de estrogênio em mulheres pós-menopausa, bloqueando a enzima aromatase.
O trastuzumabe é indicado para o tratamento adjuvante de carcinomas de mama que superexpressam o receptor HER2 (HER2-positivo), independentemente do status do receptor hormonal.
A quimioterapia é adicionada em casos de alto risco de recorrência sistêmica, como a presença de linfonodos axilares positivos, para erradicar micrometástases e melhorar o controle da doença, complementando a ação da hormonioterapia.
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