UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
O carcinoma de mama é a segunda neoplasia maligna mais frequente na mulher, superado apenas pelo câncer de pele não melanoma. No Brasil, aproximadamente 66 mil mulheres são acometidas por câncer de mama anualmente, com taxa de mortalidade ao redor de 20%. Sobre o câncer de mama sabe-se que:
Câncer de mama: nódulo indolor, fixo, endurecido e aderido aos planos profundos é achado clínico comum.
O nódulo mamário maligno clássico é tipicamente indolor, de consistência endurecida, com contornos irregulares, fixo e aderido aos planos profundos, o que o diferencia de lesões benignas que costumam ser móveis e dolorosas.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, com alta morbidade e mortalidade. Sua detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e melhor prognóstico, sendo um tema de extrema relevância na saúde pública e na prática clínica. A fisiopatologia envolve mutações genéticas, que podem ser hereditárias (mutações germinativas, como BRCA1/BRCA2, responsáveis por 5-10% dos casos) ou adquiridas (mutações somáticas, a maioria dos casos). Clinicamente, o nódulo mamário maligno clássico é caracterizado por ser indolor, endurecido, fixo e com contornos irregulares, aderido aos planos profundos. Fatores de risco incluem menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, obesidade, consumo de álcool e histórico familiar. O rastreamento é realizado principalmente pela mamografia em mulheres assintomáticas a partir de certa idade (geralmente 40 ou 50 anos, dependendo da diretriz). O autoexame é uma ferramenta de autoconhecimento, mas não substitui os exames de imagem. Residentes devem dominar a semiologia da mama, os fatores de risco e as diretrizes de rastreamento para um manejo adequado das pacientes.
O sinal mais comum é um nódulo ou caroço na mama, geralmente indolor, endurecido e fixo. Outros sinais incluem alterações na pele da mama (retração, vermelhidão, aspecto de casca de laranja), secreção mamilar sanguinolenta e inversão do mamilo.
Fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar (mutações BRCA1/BRCA2), menarca precoce, menopausa tardia, obesidade, consumo de álcool, terapia de reposição hormonal e nuliparidade ou primeira gestação tardia.
O autoexame é importante para o autoconhecimento da mama, mas não substitui a mamografia, que é o método de rastreamento mais eficaz para detecção precoce em mulheres assintomáticas, reduzindo a mortalidade. A ultrassonografia é um método complementar.
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