Câncer de Mama: Sinais Clínicos e Fatores de Risco

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

O carcinoma de mama é a segunda neoplasia maligna mais frequente na mulher, superado apenas pelo câncer de pele não melanoma. No Brasil, aproximadamente 66 mil mulheres são acometidas por câncer de mama anualmente, com taxa de mortalidade ao redor de 20%. Sobre o câncer de mama sabe-se que:

Alternativas

  1. A) para que ocorra o câncer, é necessário um erro genético, que pode ser herdado, através de mutações germinativas, que são as mais frequentes, 99% dos casos, ou adquirido ao longo da vida, em decorrência de mutações somáticas, que são raras, 1%.
  2. B) dentre os fatores de risco, pode-se citar menarca tardia, menopausa precoce, multiparidade, gestação precoce e mamas predominantemente adiposas.
  3. C) dentre as manifestações clínicas, geralmente é observado nódulo indolor, fixo, endurecido e aderido aos planos profundos.
  4. D) o autoexame e a ultrassonografia são fortemente recomendados para prevenção primária e secundária

Pérola Clínica

Câncer de mama: nódulo indolor, fixo, endurecido e aderido aos planos profundos é achado clínico comum.

Resumo-Chave

O nódulo mamário maligno clássico é tipicamente indolor, de consistência endurecida, com contornos irregulares, fixo e aderido aos planos profundos, o que o diferencia de lesões benignas que costumam ser móveis e dolorosas.

Contexto Educacional

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, com alta morbidade e mortalidade. Sua detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e melhor prognóstico, sendo um tema de extrema relevância na saúde pública e na prática clínica. A fisiopatologia envolve mutações genéticas, que podem ser hereditárias (mutações germinativas, como BRCA1/BRCA2, responsáveis por 5-10% dos casos) ou adquiridas (mutações somáticas, a maioria dos casos). Clinicamente, o nódulo mamário maligno clássico é caracterizado por ser indolor, endurecido, fixo e com contornos irregulares, aderido aos planos profundos. Fatores de risco incluem menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, obesidade, consumo de álcool e histórico familiar. O rastreamento é realizado principalmente pela mamografia em mulheres assintomáticas a partir de certa idade (geralmente 40 ou 50 anos, dependendo da diretriz). O autoexame é uma ferramenta de autoconhecimento, mas não substitui os exames de imagem. Residentes devem dominar a semiologia da mama, os fatores de risco e as diretrizes de rastreamento para um manejo adequado das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas mais comuns do câncer de mama?

O sinal mais comum é um nódulo ou caroço na mama, geralmente indolor, endurecido e fixo. Outros sinais incluem alterações na pele da mama (retração, vermelhidão, aspecto de casca de laranja), secreção mamilar sanguinolenta e inversão do mamilo.

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de mama?

Fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar (mutações BRCA1/BRCA2), menarca precoce, menopausa tardia, obesidade, consumo de álcool, terapia de reposição hormonal e nuliparidade ou primeira gestação tardia.

Qual a importância do autoexame e da mamografia no rastreamento do câncer de mama?

O autoexame é importante para o autoconhecimento da mama, mas não substitui a mamografia, que é o método de rastreamento mais eficaz para detecção precoce em mulheres assintomáticas, reduzindo a mortalidade. A ultrassonografia é um método complementar.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo