Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Sobre patologia mamária, analise as proposições abaixo.I. O carcinoma lobular in situ não está associado a quaisquer características mamográficas ou palpáveis específicas, por isso só é diagnosticado incidentalmente.II. O carcinoma lobular in situ CLIS clássico não é visto como precursor direto de câncer de mama, mas sim como um marcador de risco aumentado.III. O carcinoma lobular in situ tende a ser multifocal e bilateral. Portanto, a excisão local com margens cirúrgicas livres de doença quase sempre é impossível e desnecessária. Consequentemente, as opções de tratamento incluem acompanhamento com reforço na vigilância, quimioprevenção ou mastectomia profilática bilateral.IV. A administração de tamoxifeno por cinco anos reduz a incidência do câncer de mama das pacientes com CLIS. É correto o que se afirma em
CLIS = marcador de risco, multifocal/bilateral, diagnóstico incidental, tamoxifeno ↓ risco.
O Carcinoma Lobular In Situ (CLIS) é um marcador de risco para câncer de mama invasivo, não um precursor direto. Ele é frequentemente multifocal e bilateral, diagnosticado incidentalmente, e a quimioprevenção com tamoxifeno é uma opção eficaz para reduzir o risco.
O Carcinoma Lobular In Situ (CLIS) é uma proliferação clonal de células atípicas dentro dos lóbulos e ductos terminais da mama, que, ao contrário do Carcinoma Ductal In Situ (CDIS), não é considerado um precursor direto de câncer invasivo, mas sim um importante marcador de risco aumentado para o desenvolvimento de carcinoma invasivo em qualquer uma das mamas. Sua epidemiologia mostra que é frequentemente multifocal e bilateral. O diagnóstico do CLIS é quase sempre incidental, pois a lesão não se manifesta com achados mamográficos ou palpáveis específicos, sendo descoberta em biópsias realizadas por outras indicações. Essa característica o diferencia de outras lesões mamárias que podem ser detectadas por rastreamento. As opções de manejo para pacientes com CLIS visam a redução do risco de câncer invasivo. Elas incluem vigilância ativa com exames de imagem regulares, quimioprevenção com agentes como o tamoxifeno (que demonstrou reduzir a incidência de câncer de mama em pacientes com CLIS), e em casos de risco muito elevado ou preferência da paciente, a mastectomia profilática bilateral. A compreensão dessas nuances é fundamental para a prática clínica e para as provas de residência.
O CLIS é tipicamente diagnosticado de forma incidental em biópsias mamárias realizadas por outras razões, pois não costuma apresentar características mamográficas ou palpáveis específicas que permitam sua detecção direta.
O CLIS clássico não é considerado um precursor direto de câncer invasivo, mas sim um marcador de risco aumentado para o desenvolvimento de carcinoma invasivo em ambas as mamas, tanto lobular quanto ductal.
As opções de manejo para CLIS incluem acompanhamento com vigilância intensificada, quimioprevenção com medicamentos como tamoxifeno para reduzir o risco, ou, em casos selecionados e de alto risco, mastectomia profilática bilateral.
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