HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Paciente com 55 anos chega ao atendimento especializado em mastologia com relato de aumento do volume mamário unilateral com edema de pele, eritema da mama e linfonodomegalia axilar ipsilateral há 2 meses. Nega febre. Diante desta paciente qual o plano de cuidados mais indicado?
Mama com edema, eritema, aumento de volume unilateral e linfonodomegalia axilar → suspeita de carcinoma inflamatório de mama → Mamografia + Biópsia com agulha grossa.
A apresentação clínica de aumento de volume mamário unilateral, edema, eritema e linfonodomegalia axilar, sem febre, é altamente sugestiva de carcinoma inflamatório de mama. Este é um tipo agressivo de câncer que exige diagnóstico rápido e preciso, sendo a mamografia e a biópsia com agulha grossa os exames iniciais mais indicados para confirmação histopatológica.
O carcinoma inflamatório de mama (CIM) é uma forma rara e agressiva de câncer de mama, caracterizada por uma progressão rápida e um prognóstico desfavorável. Sua apresentação clínica mimetiza processos inflamatórios ou infecciosos, o que pode atrasar o diagnóstico. Os sinais clássicos incluem aumento difuso do volume mamário, eritema e edema da pele (aspecto de "casca de laranja"), calor e, frequentemente, linfonodomegalia axilar ipsilateral, sem a presença de massa palpável definida em muitos casos. A suspeita de CIM exige uma investigação diagnóstica imediata e agressiva. A mamografia, embora possa ser desafiadora devido ao edema difuso, é o primeiro exame de imagem a ser solicitado, podendo revelar espessamento cutâneo, aumento da densidade mamária e linfonodos axilares aumentados. A ultrassonografia mamária e axilar também é útil para avaliar a extensão do edema e a presença de linfonodos. O diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por biópsia. A biópsia com agulha grossa (core biopsy) é preferível à punção aspirativa com agulha fina (PAAF), pois fornece uma amostra de tecido maior, permitindo não apenas a confirmação da malignidade, mas também a análise imuno-histoquímica, essencial para a classificação molecular e o planejamento terapêutico. O tratamento do CIM é multimodal, envolvendo quimioterapia neoadjuvante, cirurgia e radioterapia.
Os sinais clínicos incluem aumento rápido do volume mamário unilateral, edema e eritema da pele da mama (aspecto de 'casca de laranja'), calor local e linfonodomegalia axilar ipsilateral, geralmente sem febre. Esses sintomas podem ser confundidos com mastite.
O plano de cuidados inicial envolve a realização de mamografia para avaliar a mama e a axila, seguida de biópsia com agulha grossa (core biopsy) da área suspeita na mama e, se presente, dos linfonodos axilares. Isso permite a confirmação histopatológica e imuno-histoquímica do diagnóstico.
A PAAF pode não fornecer tecido suficiente para uma análise histopatológica completa e para a realização de imuno-histoquímica, que são cruciais para a classificação do subtipo de câncer e para guiar o tratamento. A biópsia com agulha grossa obtém um fragmento de tecido maior, permitindo uma avaliação mais abrangente.
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