HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Paciente masculino, 65 anos de idade, com diagnóstico prévio de cirrose, apresenta dor abdominal, perda de peso, anorexia, icterícia e ascite. Realizada tomografia computadorizada de abdome com contraste, que evidenciou nódulo hepático com hipervascularização na fase arterial seguida de "washout" na fase venosa ou portal. Durante decisão terapêutica, levantada hipótese de ressecção hepática. Qual dos seguintes fatores é considerado o mais importante para determinar a ressecabilidade do tumor?
Ressecção de CHC em cirrótico: função hepática residual (Child-Pugh) é o fator mais crítico para elegibilidade cirúrgica.
Em pacientes com cirrose e Carcinoma Hepatocelular (CHC), a função hepática residual é o fator mais importante para determinar a ressecabilidade do tumor. Mesmo um tumor pequeno e localizado pode ser irressecável se a função hepática for gravemente comprometida, devido ao alto risco de descompensação pós-operatória.
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado, frequentemente associado à cirrose hepática. Em pacientes cirróticos, a presença de um nódulo hepático com padrão de hipervascularização arterial e 'washout' venoso/portal em exames de imagem é altamente sugestiva de CHC. A decisão terapêutica, especialmente a ressecção hepática, é complexa e exige uma avaliação multifatorial. A ressecabilidade do CHC em pacientes com cirrose não depende apenas das características do tumor (tamanho, número, localização), mas fundamentalmente da função hepática residual do paciente. A cirrose compromete a capacidade funcional do fígado, e a remoção de tecido hepático pode precipitar uma descompensação hepática grave no pós-operatório. Ferramentas como a classificação de Child-Pugh e o escore MELD são utilizadas para avaliar a reserva funcional hepática. Portanto, mesmo um tumor tecnicamente ressecável em termos de localização pode ser contraindicado para cirurgia se a função hepática do paciente for precária. Residentes devem priorizar a avaliação da função hepática residual como o fator mais crítico na tomada de decisão para pacientes com CHC e cirrose, buscando um equilíbrio entre a remoção do tumor e a preservação da função hepática para garantir a segurança e o melhor prognóstico.
A imagem típica de CHC em pacientes de risco (como cirróticos) é um nódulo com hipervascularização na fase arterial e 'washout' (rápida eliminação do contraste) na fase venosa ou portal, como visto em TC ou RM.
Em pacientes com cirrose, a função hepática já está comprometida. A ressecção de parte do fígado pode levar à insuficiência hepática pós-operatória se a porção remanescente não for suficiente ou funcionalmente adequada, tornando a avaliação da função hepática crucial.
A AFP é um marcador tumoral que pode estar elevada no CHC e é útil para rastreamento e monitoramento. No entanto, seu nível isolado não determina a ressecabilidade do tumor, que depende mais da função hepática e da extensão da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo