FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Paciente em tratamento de cirrose hepática por vírus da hepatite C realizou tomografia, que evidenciou nódulo com hipercaptação de contraste na fase arterial. Alfa-feto: 76 (VR até 15).O diagnóstico mais provável é
Cirrose + nódulo hepático com hipercaptação arterial + alfa-fetoproteína ↑ → Carcinoma Hepatocelular (HCC).
Em pacientes com cirrose hepática, a presença de um nódulo com padrão de hipercaptação de contraste na fase arterial e washout na fase portal/tardia na tomografia ou ressonância, associado a níveis elevados de alfa-fetoproteína, é altamente sugestiva de Carcinoma Hepatocelular (HCC). Estes são critérios diagnósticos não invasivos para HCC em pacientes de risco.
O Carcinoma Hepatocelular (HCC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua incidência está fortemente associada à cirrose hepática, sendo a hepatite C crônica um fator de risco significativo, como no caso apresentado. O rastreamento de pacientes cirróticos com ultrassonografia a cada 6 meses é fundamental para a detecção precoce do HCC, que permite tratamentos curativos. O diagnóstico de HCC em pacientes cirróticos pode ser feito de forma não invasiva, combinando achados de imagem característicos e, em alguns casos, níveis elevados de alfa-fetoproteína (AFP). A tomografia computadorizada ou ressonância magnética com contraste são essenciais, demonstrando o padrão de hipercaptação arterial e washout portal/tardio. A AFP, embora não seja um marcador perfeito, auxilia no diagnóstico e no monitoramento da doença, com valores acima de 20 ng/mL ou 200 ng/mL sendo sugestivos, dependendo do contexto clínico e radiológico. O manejo do HCC depende do estágio da doença, função hepática do paciente e presença de comorbidades. As opções terapêuticas incluem ressecção cirúrgica, transplante hepático, ablação por radiofrequência ou micro-ondas, quimioembolização transarterial (TACE) e terapias sistêmicas (inibidores de tirosina quinase). A escolha da conduta é complexa e exige uma abordagem multidisciplinar, visando a melhor sobrevida e qualidade de vida para o paciente.
Os principais fatores de risco para HCC incluem cirrose hepática de qualquer etiologia (hepatite B e C crônicas, doença hepática alcoólica, esteato-hepatite não alcoólica), hemocromatose, deficiência de alfa-1 antitripsina e exposição a aflatoxinas.
A AFP é um marcador tumoral que pode estar elevada em pacientes com HCC, embora não seja específica nem sensível o suficiente para o diagnóstico isolado. É útil no rastreamento de pacientes de risco, no acompanhamento da resposta ao tratamento e na detecção de recorrências, complementando os exames de imagem.
As características típicas do HCC em tomografia ou ressonância com contraste incluem hipercaptação arterial (o nódulo se realça intensamente na fase arterial) e washout (perda de contraste) nas fases portal ou tardia. A presença de uma cápsula ou crescimento rápido também pode ser observada.
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