HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Um paciente de 55 anos de idade, ex-alcoolista, cirrótico, portador do vírus da hepatite B, inicia com dor em quadrante superior direito e apresenta perda ponderal de 15 kg em três meses.Considerando os carcinomas hepatocelulares e os conhecimentos médicos correlatos, assinale a alternativa correta.
HCC = hipervascular na fase arterial e washout na fase venosa/tardia em exames de imagem contrastados.
O diagnóstico de carcinoma hepatocelular (HCC) em pacientes cirróticos pode ser feito por critérios radiológicos característicos, sem biópsia, em lesões > 1 cm. A lesão tipicamente apresenta realce arterial (hipervascularização) e "washout" (hiporrealce) nas fases portal venosa e tardia, devido à sua vascularização anômala.
O Carcinoma Hepatocelular (HCC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua incidência está fortemente associada à presença de cirrose hepática, independentemente da etiologia (hepatite B ou C crônica, doença hepática alcoólica, esteato-hepatite não alcoólica - NASH). Pacientes com cirrose e fatores de risco adicionais, como infecção crônica por HBV, têm um risco significativamente elevado de desenvolver HCC. A perda ponderal e dor em quadrante superior direito são sintomas de apresentação avançada. O diagnóstico de HCC em pacientes cirróticos é frequentemente estabelecido por critérios radiológicos não invasivos, sem a necessidade de biópsia, para lesões maiores que 1 cm. A característica radiológica clássica do HCC em exames de imagem dinâmicos com contraste (TC ou RM) é o realce arterial (hipervascularização na fase arterial) seguido de 'washout' (hiporrealce em relação ao parênquima hepático circundante) nas fases portal venosa e/ou tardia. Essa peculiaridade reflete a vascularização anômala do tumor, que é predominantemente arterial. A ultrassonografia é o método de escolha para o rastreamento semestral de HCC em pacientes de alto risco. Se um nódulo suspeito for detectado, a investigação prossegue com TC ou RM com contraste. A cirrose por NASH é, sim, um fator de risco crescente para HCC, e mais de 50% dos pacientes cirróticos podem desenvolver HCC ao longo da vida. O conhecimento desses aspectos é crucial para o manejo e rastreamento de pacientes com doença hepática crônica.
Os principais fatores de risco para HCC incluem cirrose hepática de qualquer etiologia (hepatite B ou C crônica, doença hepática alcoólica, esteato-hepatite não alcoólica - NASH), hemocromatose e aflatoxinas. A cirrose é o fator mais comum, presente em 80-90% dos casos.
O diagnóstico radiológico de HCC em pacientes cirróticos é feito pela detecção de uma lesão com padrão de realce arterial (hipervascularização na fase arterial) seguido de 'washout' (hiporrealce em relação ao parênquima hepático circundante) nas fases portal venosa e tardia, em exames como tomografia computadorizada ou ressonância magnética com contraste.
A ultrassonografia é o método de escolha para o rastreamento do HCC em pacientes de alto risco (cirróticos e portadores de hepatite B crônica). Deve ser realizada a cada 6 meses, pois é um método não invasivo e de baixo custo, capaz de detectar nódulos suspeitos para posterior investigação com métodos de imagem contrastados.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo