PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Em relação aos tumores malignos de localização hepática, assinale a alternativa INCORRETA:
Fígado cirrótico é mais propenso a HCC, mas menos a metástases de outros órgãos.
A alternativa incorreta afirma que o fígado cirrótico é mais susceptível a metástases de outros órgãos. Na verdade, o fígado cirrótico, devido à sua arquitetura alterada, fibrose e vascularização comprometida, é *menos* propenso a receber implantes metastáticos de tumores de outros órgãos em comparação com um fígado normal. A cirrose é o principal fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (HCC), um tumor primário do fígado.
Os tumores malignos do fígado representam um desafio significativo na oncologia, sendo o carcinoma hepatocelular (HCC) o tumor primário mais comum e as metástases hepáticas as neoplasias malignas mais frequentes no órgão. A cirrose hepática é o principal fator de risco para o desenvolvimento de HCC, independentemente da etiologia subjacente, devido ao processo contínuo de inflamação, necrose e regeneração que predispõe à transformação maligna. É uma concepção errônea comum pensar que o fígado cirrótico, por ser um órgão doente, é mais propenso a metástases de outros órgãos. Na realidade, a fibrose extensa, a arquitetura distorcida e as alterações vasculares no fígado cirrótico criam um ambiente menos hospitaleiro para o implante e crescimento de células tumorais metastáticas, tornando-o paradoxalmente menos susceptível a metástases em comparação com um fígado saudável. Os hepatomas, ou HCCs, são caracteristicamente hipervascularizados, o que é um achado importante em exames de imagem e pode ser explorado em terapias locorregionais. A alfafetoproteína (AFP) é um biomarcador sérico útil no rastreamento de HCC em pacientes de risco, no diagnóstico (em conjunto com exames de imagem) e, crucialmente, no monitoramento da resposta ao tratamento e na avaliação prognóstica, com níveis elevados geralmente associados a um pior prognóstico.
A cirrose hepática, independentemente da etiologia (viral, alcoólica, metabólica), é o principal fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular. A inflamação crônica e a regeneração celular desordenada no fígado cirrótico aumentam significativamente o risco de mutações e transformação maligna.
O fígado cirrótico apresenta alterações em sua microarquitetura, como fibrose extensa, nódulos de regeneração e shunts portossistêmicos, que alteram o fluxo sanguíneo e criam um ambiente menos favorável para o implante e crescimento de células tumorais metastáticas de outros órgãos.
A alfafetoproteína (AFP) é um marcador tumoral que pode estar elevado em pacientes com carcinoma hepatocelular. Seus níveis séricos podem ser utilizados no rastreamento, diagnóstico e, principalmente, no monitoramento da resposta ao tratamento e na avaliação prognóstica do câncer hepático.
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