Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
O tumor hepático mais comum é o carcinoma hepatocelular, que constitui 80-85% de todas as neoplasias malignas epiteliais no fígado. Sobre este tema podemos afirmar, EXCETO.
CHC: principal câncer hepático, fortemente associado à cirrose (todas as etiologias), não poupa Child-Pugh A.
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é a neoplasia primária do fígado mais comum, com forte associação à cirrose hepática de qualquer etiologia. O rastreamento é mandatório para todos os pacientes cirróticos, incluindo aqueles com doença compensada (Child-Pugh A), pois o CHC pode surgir em qualquer estágio da cirrose e a detecção precoce melhora o prognóstico.
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é a neoplasia primária mais comum do fígado, representando um desafio significativo na oncologia devido à sua alta incidência e mortalidade. A forte associação com a cirrose hepática, presente em 80-85% dos casos, destaca a importância da prevenção e manejo das doenças hepáticas crônicas. O CHC é globalmente a sexta neoplasia mais prevalente e a terceira causa de morte por câncer, sublinhando a necessidade de estratégias eficazes de rastreamento e tratamento. A fisiopatologia do CHC está intrinsecamente ligada à inflamação crônica e regeneração hepatocelular que ocorrem na cirrose, levando a mutações e progressão neoplásica. O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar o prognóstico, e por isso, o rastreamento é recomendado para todos os pacientes cirróticos, independentemente da etiologia ou do grau de compensação hepática (incluindo Child-Pugh A). A ultrassonografia abdominal a cada 6 meses é a principal ferramenta de rastreamento. O tratamento do CHC é complexo e depende do estágio do tumor, da função hepática do paciente e da presença de comorbidades. Opções incluem ressecção cirúrgica, transplante hepático, ablação por radiofrequência, quimioembolização transarterial (TACE), radioembolização (TARE) e terapias sistêmicas. O prognóstico é geralmente reservado, mas a detecção em estágios iniciais em pacientes com boa função hepática pode levar a taxas de cura significativas.
O principal fator de risco é a cirrose hepática, independentemente da etiologia (hepatites virais B e C, doença hepática gordurosa não alcoólica, doença hepática alcoólica, hemocromatose, etc.). Outros fatores incluem hepatite B crônica sem cirrose e exposição a aflatoxinas.
Todos os pacientes com cirrose hepática, independentemente da etiologia e do estágio (incluindo Child-Pugh A), devem ser rastreados. Pacientes com hepatite B crônica sem cirrose, mas com alto risco (história familiar, carga viral elevada), também podem ser rastreados. O rastreamento é feito com ultrassonografia abdominal a cada 6 meses, com ou sem dosagem de alfa-fetoproteína.
A classificação de Child-Pugh avalia a função hepática e é crucial para determinar o prognóstico e as opções de tratamento para pacientes com CHC. Pacientes Child-Pugh A ou B geralmente têm melhor função hepática e são candidatos a tratamentos mais agressivos, como ressecção ou transplante, enquanto pacientes Child-Pugh C têm pior prognóstico e opções mais limitadas.
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