SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Um paciente de 51 anos, cirrótico por álcool, chega ao pronto-socorro com queixa de lipotimia, fraqueza, distensão e dor abdominal difusa. Sua cirrose está classificada como Child B e o paciente está abstinente há 1 ano, tendo boa aderência ao tratamento clínico. Há 2 meses foi feito diagnóstico de carcinoma hepatocelular de 4 cm de diâmetro em segmento II. Pulso: 120 bpm, PA: 70 × 40 mmHg, Glasgow: 14. Está descorado e o abdome está distendido, é um pouco doloroso e não tem sinais de irritação peritoneal. Após reanimação volêmica, fez tomografia de abdome que mostra que a lesão no lobo esquerdo do fígado tem sangramento ativo (blush). Conduta, em condições ideais:
CHC sangrante em cirrótico instável → Embolização por arteriografia para controle hemostático.
A ruptura e sangramento de um carcinoma hepatocelular é uma emergência grave em pacientes cirróticos. A embolização por arteriografia é a conduta de escolha para controle hemostático rápido, minimizando os riscos de uma cirurgia aberta em pacientes com função hepática comprometida.
A ruptura espontânea de um carcinoma hepatocelular (CHC) é uma complicação rara, mas potencialmente fatal, que ocorre em pacientes com cirrose hepática. Caracteriza-se por hemorragia intra-abdominal aguda, levando a dor abdominal intensa, distensão e sinais de choque hipovolêmico, exigindo intervenção imediata. O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem, como a tomografia computadorizada, que pode evidenciar sangramento ativo (sinal do "blush"). A estabilização hemodinâmica com fluidos e hemoderivados é prioritária. A conduta definitiva, em condições ideais, é a embolização arterial transcateter, que oclui o vaso sangrante, controlando a hemorragia de forma minimamente invasiva. A embolização é preferível à cirurgia de emergência em pacientes cirróticos devido ao alto risco de descompensação hepática e mortalidade associada a procedimentos cirúrgicos maiores. O prognóstico após a ruptura de CHC é reservado, e a sobrevida depende da função hepática basal do paciente e da eficácia do controle do sangramento.
Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, distensão abdominal, sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão, palidez) e, em casos graves, lipotimia ou perda de consciência.
Em pacientes cirróticos, a embolização arterial é menos invasiva, oferece controle hemostático rápido e tem menor risco de descompensação hepática e mortalidade em comparação com a cirurgia de emergência, especialmente em pacientes instáveis.
Fatores de risco incluem tamanho do tumor (>5 cm), localização periférica, crescimento rápido, presença de necrose intratumoral e invasão vascular. A cirrose subjacente também aumenta a fragilidade hepática.
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