HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
O Carcinoma Hepatocelular CHC é atualmente a complicação mais comum e a principal causa de morte em pacientes com cirrose hepática compensada. Sendo correto que:
CHC: >90% dos casos associados à cirrose hepática.
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) está intrinsecamente ligado à cirrose hepática, sendo a principal complicação e causa de morte nesses pacientes. A cirrose, independentemente da etiologia, cria um ambiente de inflamação crônica e regeneração celular que predispõe ao desenvolvimento de CHC.
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) representa a forma mais comum de câncer primário de fígado e é uma das principais causas de mortalidade globalmente. Sua incidência está intrinsecamente ligada à presença de doença hepática crônica, sendo a cirrose hepática o fator de risco mais significativo. A compreensão dessa associação é vital para a prevenção, rastreamento e manejo da doença. A cirrose hepática, independentemente de sua etiologia (vírus da hepatite B e C, doença hepática gordurosa não alcoólica, doença hepática alcoólica, etc.), estabelece um terreno fértil para o desenvolvimento do CHC. A inflamação crônica, a fibrose progressiva e a regeneração hepatocelular aberrante que caracterizam a cirrose promovem um ambiente oncogênico, levando à acumulação de mutações e à transformação maligna dos hepatócitos. Mais de 90% dos casos de CHC ocorrem em pacientes com cirrose. O rastreamento regular do CHC em pacientes cirróticos, geralmente com ultrassonografia abdominal a cada 6 meses, é fundamental para a detecção precoce de lesões. A detecção em estágios iniciais permite opções de tratamento curativas, como ressecção cirúrgica, transplante hepático ou ablação, que melhoram significativamente o prognóstico. A prevenção das causas da cirrose, como a vacinação contra hepatite B e o tratamento da hepatite C, é a estratégia mais eficaz para reduzir a incidência de CHC.
As principais etiologias incluem infecções crônicas pelos vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV), doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA/NASH), doença hepática alcoólica, hemocromatose e cirrose biliar primária, entre outras causas de doença hepática crônica.
A cirrose cria um ambiente de inflamação crônica, fibrose progressiva e regeneração hepatocelular desregulada, que aumenta significativamente o risco de mutações genéticas e transformação maligna dos hepatócitos, culminando no desenvolvimento do CHC.
O rastreamento regular (geralmente ultrassonografia a cada 6 meses) é crucial para a detecção precoce do CHC em pacientes cirróticos. A identificação em estágios iniciais permite intervenções terapêuticas curativas, como ressecção, transplante ou ablação, melhorando o prognóstico.
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