UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
O marcador tumoral mais específico para o carcinoma hepatocelular é:
Alfa-fetoproteína (AFP) é o marcador tumoral mais específico para carcinoma hepatocelular (CHC).
A alfa-fetoproteína (AFP) é o principal marcador sérico utilizado no diagnóstico e monitoramento do carcinoma hepatocelular (CHC), especialmente em pacientes com cirrose. Embora não seja 100% específica, níveis elevados são altamente sugestivos de CHC, especialmente quando combinados com achados de imagem.
O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua incidência está fortemente associada à cirrose hepática, seja por hepatite viral crônica (B ou C), doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) ou consumo crônico de álcool. O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento, que pode incluir ressecção cirúrgica, transplante hepático ou ablação. A alfa-fetoproteína (AFP) é o marcador tumoral mais amplamente utilizado e específico para o CHC. Embora não seja um marcador perfeito (nem todos os CHCs produzem AFP e outras condições podem elevá-la), níveis séricos elevados de AFP, especialmente em pacientes com cirrose, são altamente sugestivos de CHC. A AFP é frequentemente utilizada em programas de rastreamento para CHC, combinada com ultrassonografia abdominal, em pacientes de alto risco (principalmente cirróticos). É importante que os residentes saibam que outros marcadores tumorais como CA 19-9 (câncer de pâncreas e vias biliares), CA 125 (câncer de ovário) e CEA (câncer colorretal) não são específicos para CHC. A interpretação da AFP deve ser feita no contexto clínico e em conjunto com exames de imagem, seguindo as diretrizes de sociedades médicas como a AASLD ou EASL, para evitar diagnósticos errôneos e garantir o manejo adequado do paciente.
A alfa-fetoproteína é uma glicoproteína produzida principalmente pelo saco vitelínico e pelo fígado fetal durante o desenvolvimento. Em adultos, seus níveis são geralmente muito baixos, mas podem se elevar em condições como gravidez, hepatite crônica e, mais notavelmente, no carcinoma hepatocelular.
O diagnóstico do carcinoma hepatocelular baseia-se principalmente em exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que identificam lesões hepáticas características. A biópsia hepática é reservada para casos atípicos ou quando os critérios de imagem não são conclusivos.
Além do carcinoma hepatocelular, a AFP pode estar elevada em outras condições como hepatite viral crônica, cirrose hepática, gravidez, tumores de células germinativas (testículo e ovário) e, ocasionalmente, em metástases hepáticas de outros tumores.
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