São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
No carcinoma hepatocelular (CHC) relacionado à infecção crônica pelo vírus da hepatite B, podemos indicar que:
CHC + Hepatite B crônica → Terapia antiviral reduz recorrência e ↑ sobrevida pós-tratamento curativo.
Em pacientes com Carcinoma Hepatocelular (CHC) relacionado à infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV), a terapia antiviral é fundamental. Ela não só controla a replicação viral, mas também demonstrou reduzir a recorrência do CHC e aumentar a sobrevida após tratamentos locais com intenção curativa.
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. A infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV) é um dos fatores de risco mais significativos para o desenvolvimento de CHC, especialmente em regiões endêmicas. O HBV induz inflamação crônica, fibrose e cirrose, além de integrar seu DNA no genoma do hospedeiro, promovendo um ambiente propício para a oncogênese. Para pacientes com CHC relacionado à infecção crônica pelo HBV que recebem tratamento local com intenção curativa (como ressecção cirúrgica, ablação por radiofrequência ou transplante hepático), a terapia antiviral desempenha um papel crucial. Estudos demonstram que a supressão da replicação viral com análogos de nucleosídeos/nucleotídeos (como entecavir ou tenofovir) pode trazer benefícios clínicos importantes. Especificamente, a terapia antiviral pós-tratamento curativo do CHC em pacientes com HBV crônico tem sido associada à redução da taxa de recorrência do tumor e ao aumento da sobrevida global. Isso ocorre porque a supressão viral diminui a atividade inflamatória e a progressão da doença hepática subjacente, que são fatores de risco para o desenvolvimento de novos focos tumorais. Residentes devem estar cientes da importância de iniciar ou manter a terapia antiviral nesses pacientes para otimizar os resultados a longo prazo.
A infecção crônica pelo HBV é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de CHC, devido à inflamação crônica, fibrose e integração do DNA viral no genoma do hospedeiro, que promovem oncogênese.
A terapia antiviral suprime a replicação do HBV, reduzindo a inflamação hepática crônica e a progressão da fibrose, o que diminui o risco de novas lesões hepatocelulares e, consequentemente, a recorrência do CHC.
Os principais antivirais são os análogos de nucleosídeos/nucleotídeos, como entecavir e tenofovir, que são altamente eficazes na supressão da replicação viral e na melhora do prognóstico hepático.
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