FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Qual das afirmativas a seguir é verdadeira, com relação à incidência e aos fatores de risco do carcinoma hepatocelular?
Aflatoxina B1 (produzida por Aspergillus) é potente fator de risco para CHC, especialmente em regiões com alta umidade e em sinergia com HBV.
A aflatoxina B1, produzida por fungos como Aspergillus flavus em alimentos mal armazenados, é um carcinógeno hepático potente. Sua exposição aumenta significativamente o risco de CHC, particularmente em combinação com infecção crônica por hepatite B, sendo um fator ambiental relevante.
O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua incidência tem aumentado em muitos países, impulsionada principalmente pela crescente prevalência de hepatite C crônica, doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e esteato-hepatite não alcoólica (EHNA). A cirrose hepática subjacente é o fator de risco mais importante, presente em mais de 80% dos pacientes com CHC. Entre os fatores de risco, a aflatoxina B1, uma micotoxina produzida por espécies de Aspergillus (especialmente A. flavus) que contaminam grãos e amendoins armazenados em condições quentes e úmidas, é um potente carcinógeno hepático. A exposição à aflatoxina B1, em sinergia com a infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV), aumenta exponencialmente o risco de CHC. Outros fatores incluem infecção crônica por HBV e HCV, consumo excessivo de álcool, hemocromatose, deficiência de alfa-1 antitripsina e, mais recentemente, a EHNA, que é uma causa crescente de CHC mesmo na ausência de cirrose estabelecida. O rastreamento de CHC é recomendado para pacientes de alto risco, como aqueles com cirrose de qualquer etiologia.
Os principais fatores de risco para CHC incluem infecção crônica por hepatite B e C, cirrose de qualquer etiologia, consumo excessivo de álcool, hemocromatose, deficiência de alfa-1 antitripsina e exposição à aflatoxina B1.
A aflatoxina B1 é um potente carcinógeno que causa mutações no gene TP53, um supressor tumoral. Sua ação é potencializada pela infecção crônica pelo vírus da hepatite B, aumentando drasticamente o risco de CHC.
A cirrose hepática é o fator de risco mais importante para o CHC, presente em mais de 80% dos pacientes. A inflamação crônica e a regeneração celular na cirrose criam um ambiente propício para a carcinogênese.
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