Tumores Hepáticos Benignos e Malignos: Diagnóstico e Conduta

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Em relação aos tumores hepáticos benignos e malignos, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Os adenomas hepáticos benignos têm alta taxa de malignização e, por isso, devem ser sempre ressecados, independentemente de sintomas ou tamanho.
  2. B) A ressecção cirúrgica é indicada para hemangiomas hepáticos maiores que 2 cm, devido ao risco de sangramento e transformação maligna.
  3. C) O carcinoma hepatocelular frequentemente ocorre em fígados cirróticos, e o tratamento inclui ressecção ou transplante hepático, dependendo da função hepática.
  4. D) Os cistos hepáticos benignos requerem intervenção cirúrgica em todos os casos, pois apresentam alto risco de complicação e recorrência.

Pérola Clínica

CHC = Fígado cirrótico + Vigilância semestral. Tratamento depende da função hepática (Child-Pugh).

Resumo-Chave

O carcinoma hepatocelular ocorre predominantemente em fígados cirróticos; seu manejo envolve desde ressecção e transplante até terapias ablativas, dependendo do estágio tumoral e da reserva hepática.

Contexto Educacional

O carcinoma hepatocelular (CHC) é a neoplasia primária do fígado mais comum. Sua patogênese está ligada aos ciclos de inflamação e regeneração celular na cirrose. O sistema de estadiamento BCLC (Barcelona Clinic Liver Cancer) é o mais utilizado para guiar o tratamento, que pode incluir ressecção (em fígados não cirróticos ou Child A), transplante (seguindo os Critérios de Milão) ou quimioembolização. Em contrapartida, os tumores benignos como o hemangioma (mais comum) e a hiperplasia nodular focal geralmente têm curso indolente. O adenoma hepático merece atenção especial por sua associação com esteroides anabolizantes e anticoncepcionais orais, apresentando risco real de ruptura espontânea e transformação em CHC, o que dita uma vigilância mais rigorosa ou intervenção cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre cirrose e carcinoma hepatocelular?

A cirrose hepática, independentemente da etiologia (Hepatite B, C, álcool, NASH), é o principal fator de risco para o desenvolvimento do carcinoma hepatocelular (CHC). Cerca de 80-90% dos casos de CHC surgem em fígados cirróticos, o que justifica o rastreio semestral com ultrassonografia nesses pacientes.

Quando o adenoma hepático deve ser operado?

A indicação cirúrgica para o adenoma hepático ocorre em homens (devido ao alto risco de malignização), em mulheres com lesões maiores que 5 cm que não regridem após suspensão de anticoncepcionais, ou na presença de sintomas e complicações como hemorragia intratumoral.

Hemangiomas hepáticos precisam de biópsia?

Não. O diagnóstico de hemangioma é tipicamente feito por exames de imagem com contraste (TC ou RM), apresentando realce nodular periférico e centrípeto (preenchimento progressivo). A biópsia é contraindicada pelo alto risco de sangramento e pela acurácia dos métodos de imagem.

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