São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Em relação ao Carcinoma Hepatocelular no adulto, entre os pacientes cirróticos, aqueles com idade mais avançada:
CHC em cirróticos: ↑ risco com idade avançada, sexo masculino, ↑ inflamação hepática e maior gravidade da cirrose.
Pacientes cirróticos com idade avançada, sexo masculino, maior atividade inflamatória hepática e maior gravidade da cirrose (ex: Child-Pugh C) apresentam um risco significativamente elevado para o desenvolvimento de Carcinoma Hepatocelular, exigindo vigilância intensificada.
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é a neoplasia primária do fígado mais comum e uma das principais causas de morte em pacientes com cirrose hepática. A compreensão dos fatores de risco é crucial para a vigilância e detecção precoce, sendo um tópico de grande relevância para residentes em gastroenterologia e hepatologia. A fisiopatologia do CHC em cirróticos está intrinsecamente ligada à inflamação crônica e à regeneração hepatocelular desregulada. Fatores como idade avançada, sexo masculino, etiologia da cirrose (ex: hepatite B/C, doença hepática gordurosa não alcoólica), e a gravidade da cirrose (avaliada por Child-Pugh ou MELD) são preditores independentes de risco. A vigilância do CHC em pacientes cirróticos é realizada com ultrassonografia abdominal a cada 6 meses. O manejo do CHC depende do estadiamento da doença e da função hepática, podendo incluir ressecção cirúrgica, transplante hepático, ablação ou terapias sistêmicas. A identificação de pacientes de alto risco permite uma estratificação mais precisa e um acompanhamento mais rigoroso.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, presença de inflamação hepática crônica ativa e maior gravidade da cirrose, como estadiamento Child-Pugh mais avançado.
O sexo masculino e a idade avançada são fatores de risco independentes para o CHC, possivelmente devido a diferenças hormonais, maior exposição a fatores de risco ao longo da vida e acúmulo de danos genéticos.
A inflamação crônica e a progressão da cirrose levam a um ambiente de regeneração celular constante e dano ao DNA, aumentando a probabilidade de mutações e desenvolvimento de CHC. Quanto mais grave a cirrose, maior o risco.
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