Carcinoma Hepatocelular: Diagnóstico por Imagem em Cirrose

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Paciente portador de cirrose hepática, apresenta em Tomografia Computadorizada Trifásica nódulo de 2,0 cm, hipercaptante na fase arterial com "washout" do contraste nas fases tardias, em segmento II do fígado. O diagnóstico mais PROVÁVEL é:

Alternativas

  1. A) hemangioma;
  2. B) carcinoma hepatocelular;
  3. C) colangiocarcinoma;
  4. D) adenoma hepático;
  5. E) hiperplasia nodular focal.

Pérola Clínica

Nódulo hepático em cirrótico com hipercaptação arterial e washout portal/tardio = CHC.

Resumo-Chave

Em pacientes com cirrose hepática, a presença de um nódulo com padrão de realce característico na tomografia computadorizada trifásica (hipercaptação na fase arterial e 'washout' nas fases portal e tardia) é altamente sugestiva de Carcinoma Hepatocelular (CHC). Este padrão é patognomônico e, em muitos casos, dispensa a biópsia para o diagnóstico.

Contexto Educacional

O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado e a terceira causa mais frequente de morte por câncer globalmente. Sua incidência está fortemente associada à cirrose hepática, independentemente da etiologia, sendo a hepatite B e C crônicas, e a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) as principais causas subjacentes. O rastreamento regular em pacientes cirróticos é fundamental para a detecção precoce. O diagnóstico do CHC em pacientes cirróticos é frequentemente realizado por métodos de imagem, como a tomografia computadorizada trifásica ou a ressonância magnética com contraste hepatoespecífico. O achado clássico é um nódulo que apresenta hipercaptação do contraste na fase arterial e 'washout' (perda de contraste) nas fases portal e tardia. Este padrão, em nódulos maiores que 1 cm em pacientes cirróticos, é considerado diagnóstico e, em muitos casos, dispensa a necessidade de biópsia. O tratamento do CHC depende do estágio da doença, da função hepática do paciente e da presença de comorbidades. As opções variam desde ressecção cirúrgica, transplante hepático, ablação por radiofrequência ou micro-ondas, até terapias sistêmicas para doença avançada. O prognóstico melhora significativamente com a detecção precoce e o tratamento adequado, reforçando a importância do rastreamento em populações de risco.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da tomografia computadorizada trifásica no diagnóstico do Carcinoma Hepatocelular (CHC)?

A tomografia trifásica é crucial por permitir a avaliação do padrão de realce do nódulo hepático em diferentes fases (arterial, portal e tardia). O padrão clássico de hipercaptação arterial e washout nas fases tardias é altamente específico para CHC em pacientes de risco, muitas vezes dispensando a biópsia.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de Carcinoma Hepatocelular?

O principal fator de risco é a cirrose hepática de qualquer etiologia, sendo as mais comuns hepatite B crônica, hepatite C crônica, doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA/NASH), e doença hepática alcoólica. Outros fatores incluem hemocromatose e deficiência de alfa-1 antitripsina.

Como o Carcinoma Hepatocelular se diferencia de outras lesões hepáticas benignas na imagem?

O CHC se diferencia pelo seu padrão de realce vascular característico (hipercaptação arterial e washout). Lesões benignas como hemangiomas apresentam realce periférico nodular progressivo, enquanto a hiperplasia nodular focal tem realce arterial homogêneo e uma cicatriz central que pode realçar tardiamente.

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