São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
O rastreamento do carcinoma hepatocelular (CHC) é indicado em pacientes cirróticos:
Rastreamento CHC = USG ± AFP a cada 6 meses em cirróticos e grupos de risco (HBV/HCV com fibrose).
O rastreamento do CHC visa a detecção precoce em populações de alto risco, incluindo todos os cirróticos e portadores de hepatites virais com fibrose avançada ou critérios específicos de risco.
O carcinoma hepatocelular (CHC) é uma das principais causas de morte em pacientes com doença hepática crônica. A estratégia de vigilância baseia-se na aplicação de exames de imagem periódicos em populações onde a incidência de CHC justifica o custo-benefício do rastreamento. As diretrizes da AASLD e EASL preconizam o uso da ultrassonografia semestral. Em pacientes cirróticos, o risco é universal, independentemente da etiologia (álcool, NASH, viral). Já em pacientes não cirróticos, o foco recai sobre portadores de hepatite B (devido ao potencial carcinogênico direto do vírus) e hepatite C com fibrose avançada (F3), onde o risco residual de neoplasia permanece significativo mesmo após a cura virológica.
O rastreamento é indicado para todos os pacientes com cirrose hepática (Child-Pugh A ou B), pacientes com hepatite C e fibrose avançada (F3), e portadores de hepatite B em situações específicas, como cirrose, história familiar de CHC ou dependendo da carga viral e idade, independentemente da função hepática.
A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, realizada a cada 6 meses. A dosagem de alfa-fetoproteína (AFP) pode ser utilizada de forma complementar, embora sua sensibilidade isolada seja limitada para diagnóstico precoce.
O vírus da hepatite B (HBV) é oncogênico e pode integrar-se ao genoma do hospedeiro, permitindo o desenvolvimento de CHC mesmo na ausência de cirrose estabelecida, especialmente em subgrupos de maior risco étnico ou familiar.
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