Carcinoma Hepatocelular: Transplante Hepático em Cirróticos

HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021

Enunciado

Paciente cirrótico por hepatite B, CHILD C, MELD 12, apresenta carcinoma hepatocelular de 4,2 cm no maior diâmetro localizado no segmento II hepático, sem invasão vascular ou metástases, com alfa-fetoproteína de valor normal. O melhor tratamento para este paciente é:

Alternativas

  1. A) Transplante hepático.
  2. B) Quimioembolização transarterial.
  3. C) Quimioterapia sistêmica oral com sorafenibe.
  4. D) Segmentectomia hepática.
  5. E) Radioablação.

Pérola Clínica

CHC em cirrótico CHILD C, MELD 12, tumor único < 5cm, sem invasão/metástase → Transplante hepático é o melhor tratamento.

Resumo-Chave

Para um paciente cirrótico com CHC que se enquadra nos critérios de Milão (tumor único < 5cm ou até 3 tumores < 3cm, sem invasão vascular ou metástases), especialmente com disfunção hepática avançada (CHILD C, MELD 12), o transplante hepático oferece a melhor sobrevida, tratando tanto o tumor quanto a doença hepática subjacente.

Contexto Educacional

O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado e frequentemente se desenvolve em pacientes com cirrose hepática, como no caso de hepatite B crônica. A escolha do tratamento é complexa e depende do estágio do tumor, da função hepática subjacente e das condições gerais do paciente. A classificação CHILD-Pugh e o escore MELD são ferramentas cruciais para avaliar a função hepática e o prognóstico. Um paciente CHILD C com MELD 12 indica disfunção hepática avançada, o que limita severamente as opções de tratamento que envolvem a ressecção do fígado ou procedimentos que possam comprometer ainda mais a função hepática. Neste cenário, com um tumor único de 4,2 cm, sem invasão vascular ou metástases (enquadrando-se nos Critérios de Milão), o transplante hepático é a terapia de escolha. Ele oferece a vantagem de remover tanto o tumor quanto o fígado cirrótico, eliminando a doença de base e o risco de novos CHCs no fígado remanescente, proporcionando a melhor sobrevida a longo prazo. Outras opções como segmentectomia (ressecção cirúrgica) seriam contraindicadas devido à disfunção hepática grave, e tratamentos locorregionais (TACE, radioablação) ou sistêmicos (sorafenibe) seriam considerados em pacientes que não preenchem os critérios para transplante ou como ponte para ele.

Perguntas Frequentes

Quais são os Critérios de Milão para transplante hepático em CHC?

Os Critérios de Milão estabelecem que o transplante hepático é indicado para pacientes com carcinoma hepatocelular que apresentam um único nódulo de até 5 cm, ou até três nódulos, sendo o maior de até 3 cm, sem invasão vascular macroscópica ou metástases extra-hepáticas.

Por que o transplante hepático é a melhor opção para CHC em cirróticos CHILD C?

Em pacientes com cirrose avançada (CHILD C), o transplante hepático não apenas remove o tumor, mas também substitui o fígado doente, tratando a doença de base e prevenindo a recorrência do CHC em um fígado cirrótico residual, oferecendo a melhor sobrevida.

Quando a quimioembolização transarterial (TACE) ou radioablação são indicadas para CHC?

TACE e radioablação são tratamentos locorregionais indicados para pacientes com CHC que não são candidatos a ressecção ou transplante, geralmente em estágios intermediários da doença, com boa função hepática (CHILD A ou B) e tumores que não excedem os critérios de transplante.

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