Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
Um homem melanodérmico, com 61 anos de idade, sem manifestações clínicas ou uso de medicamentos, procurou o médico para avaliação de controle. Ao exame físico, na palpação cervical, percebeu-se um pequeno nódulo na parte superior do lobo direito da tireoide. Solicitouse punção biópsia aspirativa por agulha fina orientada por ultrassonografia. A citologia revelou carcinoma folicular no nódulo que media 21 mm, sem outras alterações morfológicas da tireoide, cuja função era normal. Qual é a conduta CORRETA nesse paciente?
Carcinoma folicular confirmado > 2 cm → Tireoidectomia total + Iodoterapia.
O carcinoma folicular é mais agressivo que o papilífero, com disseminação hematogênica. Nódulos maiores que 2cm exigem tratamento radical para permitir ablação com iodo e seguimento.
O carcinoma folicular representa cerca de 10-15% das neoplasias malignas da tireoide. Diferente do papilífero, sua disseminação é preferencialmente hematogênica. O tratamento padrão para lesões confirmadas maiores que 2cm ou com fatores de risco é a tireoidectomia total seguida de ablação com Iodo-131. A função tireoidiana normal (eutireoidismo) não exclui a malignidade, e o tamanho do nódulo é um fator determinante para a agressividade cirúrgica.
O carcinoma papilífero é o mais comum, tem disseminação preferencialmente linfática e excelente prognóstico. O carcinoma folicular é o segundo mais comum, tende a ocorrer em pacientes mais velhos, possui disseminação hematogênica (ossos e pulmões) e requer confirmação histológica de invasão capsular ou vascular.
A citologia (PAAF) avalia apenas as características celulares. Para diagnosticar o carcinoma folicular, é necessário observar a arquitetura do nódulo e confirmar a invasão da cápsula tumoral ou de vasos sanguíneos, o que só é possível através do exame histopatológico da peça cirúrgica.
A iodoterapia (Iodo-131) é indicada após a tireoidectomia total em pacientes com tumores > 1-2cm, invasão extratireoidiana, histologia agressiva ou metástases. Ela visa destruir remanescentes de tecido tireoidiano e focos microscópicos de câncer, facilitando o seguimento com a dosagem de tireoglobulina.
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