Úlcera Vulvar em Idosa: Diagnóstico e Biópsia Essencial

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 72 anos, é levada pela filha ao ginecologista com queixa de prurido vulvar, dor e “ferida” na vulva. A filha refere que sua mãe não faz exame preventivo há mais de 5 anos. Ao exame, observase hipocromia vulvar, atrofia e úlcera de aproximadamente 5 mm, com secreção serossanguinolenta, em região vestibular. Com relação a este caso clínico, avalie as afirmativas a seguir, a respeito do diagnóstico e da conduta médica adequada:I. A biópsia é o método de eleição para confirmar a suspeita de malignidade.II. O diagnóstico diferencial inclui condiloma plano, condiloma acuminado, neoplasia intraepitelial vulvar (NIV), nevos, líquen escleroso e dermatose seborreica.III. As distrofias vulvares são de grande importância, devido ao potencial maligno por elas abrigado.IV. Doença de Paget está inclusa no diagnóstico diferencial. Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas

  1. A) I e II, apenas.
  2. B) I, II e III, apenas.
  3. C) I, III e IV, apenas.
  4. D) I e III, apenas.

Pérola Clínica

Úlcera vulvar crônica em idosa + atrofia → alta suspeita de malignidade; biópsia é essencial para diagnóstico.

Resumo-Chave

Lesões vulvares persistentes, especialmente em mulheres idosas e com fatores de risco como atrofia e hipocromia, exigem investigação aprofundada. A biópsia é crucial para descartar ou confirmar malignidade, sendo o carcinoma espinocelular o tipo mais comum.

Contexto Educacional

O carcinoma espinocelular da vulva é o tipo histológico mais comum de câncer vulvar, acometendo principalmente mulheres na pós-menopausa. A apresentação clínica pode variar, mas lesões persistentes, úlceras, prurido e dor são sintomas comuns que exigem atenção. A demora no diagnóstico é um fator prognóstico negativo, ressaltando a importância da investigação precoce. Diante de uma lesão vulvar suspeita, a biópsia é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui condições inflamatórias (líquen escleroso), infecciosas (condiloma), pré-malignas (NIV) e outras malignidades (Doença de Paget extramamária). A avaliação clínica detalhada, associada à biópsia, permite a diferenciação e o manejo adequado. O tratamento do câncer vulvar depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O acompanhamento de condições pré-malignas, como o líquen escleroso, é crucial devido ao seu potencial de malignização. A educação sobre autoexame e a realização de exames ginecológicos regulares são essenciais para o diagnóstico precoce e melhora do prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para malignidade em lesões vulvares?

Sinais de alerta incluem lesões persistentes, úlceras que não cicatrizam, sangramento, prurido intenso, dor e alterações de cor ou textura, especialmente em mulheres idosas.

Por que a biópsia é o método de eleição para úlceras vulvares suspeitas?

A biópsia é fundamental para obter um diagnóstico histopatológico preciso, diferenciando lesões benignas de malignas e guiando a conduta terapêutica adequada.

Quais condições vulvares benignas têm potencial de malignização?

Condições como o líquen escleroso e a neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) são consideradas lesões pré-malignas e requerem acompanhamento rigoroso devido ao risco de progressão para carcinoma.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo