HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Uma mulher de 78 anos de idade apresenta lesão numular de 1,5 cm em grande lábio direito. Submeteu-se à biópsia incisional ambulatorial que revelou carcinoma espinocelular com invasão estromal de 0,5 mm. A conduta recomendada é
CEC de vulva com microinvasão (<1mm) e sem evidência clínica de linfonodos → ressecção ampliada com margens adequadas, sem linfadenectomia.
O carcinoma espinocelular de vulva com invasão estromal de 0,5 mm é considerado microinvasivo (geralmente <1mm ou <2mm, dependendo da classificação). Nesses casos, o risco de metástase linfonodal é muito baixo, permitindo uma ressecção local ampliada com margens de segurança (geralmente 1-2 cm) sem a necessidade de linfadenectomia inguinal.
O carcinoma espinocelular (CEC) de vulva é a neoplasia maligna mais comum da vulva, afetando predominantemente mulheres idosas. O estadiamento e o tratamento dependem criticamente da profundidade de invasão e do envolvimento linfonodal. A biópsia incisional é fundamental para o diagnóstico histopatológico e para determinar a profundidade de invasão estromal, um fator prognóstico chave. No caso de lesões microinvasivas, como a apresentada (0,5 mm de invasão), o risco de metástase para os linfonodos inguinais é extremamente baixo. As diretrizes atuais, como as da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), permitem que, para CEC de vulva com invasão estromal de 1 mm ou menos (e sem invasão linfovascular), a linfadenectomia inguinal seja dispensada. Isso evita a morbidade associada a esse procedimento, que pode incluir linfedema, infecção e deiscência de ferida. A conduta recomendada para esses casos é a ressecção local ampliada da lesão com margens cirúrgicas adequadas, geralmente de 1 a 2 cm, para garantir a remoção completa do tumor. A radioterapia exclusiva é reservada para pacientes inoperáveis ou como adjuvância. A cauterização não é um tratamento adequado para CEC invasivo. Portanto, a opção que oferece o tratamento oncológico eficaz com a menor morbidade para a paciente é a ressecção ampliada sem linfadenectomia.
O carcinoma espinocelular de vulva é considerado microinvasivo quando a profundidade de invasão estromal é de 1 mm ou menos, na ausência de invasão linfovascular. Algumas classificações podem considerar até 2 mm.
A linfadenectomia inguinal é geralmente indicada para CEC de vulva com profundidade de invasão maior que 1 mm (ou 2 mm, dependendo da diretriz), ou na presença de invasão linfovascular, ou se houver linfonodos palpáveis ou suspeitos clinicamente.
A ressecção de CEC de vulva deve ser realizada com margens cirúrgicas livres de doença. Para lesões microinvasivas, uma margem de 1 a 2 cm é geralmente considerada adequada para garantir a excisão completa da lesão.
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