HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Paciente de 75 anos procura atendimento ginecológico com queixa de dor na região genital com vários meses de evolução. À inspeção, o ginecologista observa a presença de uma única úlcera localizada entre o grande lábio direito e o clitóris. A úlcera tem aproximadamente 2 cm de diâmetro, com bordos elevados e endurados, e destruindo parte do caput do clitóris. Não há nenhuma outra lesão semelhante em nenhuma parte do corpo. Além disso, o ginecologista observa linfadenopatia em cadeia inguinal direita, apresentando alguns linfonodos endurecidos e indolores à palpação. Em relação ao caso descrito, qual alternativa abaixo descreve a melhor conduta?
Úlcera genital indurada em idosa com linfonodos endurecidos → alta suspeita de carcinoma espinocelular de vulva = biópsia + rastreamento DST.
Em pacientes idosas com úlceras genitais crônicas, endurecidas e com linfonodopatia inguinal pétrea, a principal suspeita deve ser neoplasia maligna, como o carcinoma espinocelular de vulva. A biópsia incisional é essencial para o diagnóstico definitivo, e o rastreamento de DSTs é complementar para descartar outras etiologias ou coinfecções.
O carcinoma espinocelular de vulva é a neoplasia maligna mais comum da vulva, afetando predominantemente mulheres idosas. Sua apresentação clínica clássica inclui uma lesão ulcerada ou vegetante, endurecida, com bordos elevados e que pode ser acompanhada de linfadenopatia inguinal. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico precoce para um melhor prognóstico. A fisiopatologia está frequentemente associada à infecção crônica por HPV de alto risco, embora outros fatores como líquen escleroso e tabagismo também contribuam. O diagnóstico é feito pela biópsia da lesão, que deve ser incisional para obter material adequado. A suspeita deve surgir diante de qualquer lesão vulvar crônica que não cicatriza ou que apresenta características atípicas. O tratamento primário é cirúrgico, com ressecção da lesão e linfadenectomia inguinal, dependendo do estadiamento. O prognóstico está diretamente relacionado ao tamanho da lesão e ao envolvimento linfonodal. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atentos a essas lesões para evitar atrasos diagnósticos.
Sinais de alerta incluem úlceras crônicas, endurecidas, com bordos elevados, que não cicatrizam, e a presença de linfonodos inguinais aumentados, endurecidos e indolores, especialmente em mulheres idosas.
A biópsia incisional é crucial para obter um diagnóstico histopatológico definitivo, diferenciando lesões benignas de malignas e guiando o tratamento adequado, que pode ser cirúrgico.
Úlceras malignas tendem a ser crônicas, endurecidas, com bordos elevados e indolores, enquanto as infecciosas (DSTs) podem ser agudas, dolorosas e com características inflamatórias, embora a biópsia seja definitiva.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo