CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Qual o tumor maligno mais comum do saco lacrimal?
Tumor maligno mais comum do saco lacrimal = Carcinoma Espinocelular (CEC).
Embora raros, os tumores do saco lacrimal são malignos em cerca de 55% dos casos, sendo o carcinoma espinocelular o tipo histológico predominante, seguido pelo carcinoma de células transicionais.
Os tumores do saco lacrimal representam um desafio diagnóstico na oftalmologia devido à sua raridade e semelhança clínica com patologias benignas inflamatórias. A maioria das neoplasias primárias do saco lacrimal é de linhagem epitelial. O carcinoma espinocelular destaca-se como a principal etiologia maligna, exigindo alto índice de suspeição clínica quando a massa palpável é firme e não redutível. Na prática clínica e em provas de título, é fundamental diferenciar o saco lacrimal da glândula lacrimal. Enquanto na glândula lacrimal o tumor epitelial mais comum é o adenoma pleomórfico (benigno) e o maligno mais comum é o carcinoma adenoide cístico, no saco lacrimal a predominância é do carcinoma espinocelular. O prognóstico depende da detecção precoce e da ausência de invasão de estruturas adjacentes como a órbita ou seios paranasais.
A apresentação clínica costuma mimetizar uma dacriocistite crônica, com epífora (lacrimejamento excessivo) e abaulamento na região do saco lacrimal. No entanto, sinais de alerta para malignidade incluem massa que se estende acima do tendão cantal medial, dor atípica, sangramento pelo ponto lacrimal (dacrio-hemocistite) e ausência de resposta ao tratamento conservador para obstrução lacrimal.
Aproximadamente 70% a 80% dos tumores do saco lacrimal são de origem epitelial. Destes, o carcinoma espinocelular é o mais comum entre os malignos. Outros tipos incluem o carcinoma de células transicionais (papiloma invertido malignizado) e o adenocarcinoma. Tumores não epiteliais, como linfomas e sarcomas, são menos frequentes nesta topografia específica.
O manejo envolve propedêutica de imagem, preferencialmente Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM) de órbitas e seios da face, para avaliar erosão óssea e extensão local. A confirmação é histopatológica. O tratamento geralmente requer exenteração da fossa lacrimal ou dacriocistectomia ampla com margens livres, frequentemente associada à radioterapia adjuvante dependendo do estadiamento.
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