Câncer de Pênis: Diagnóstico e Conduta Inicial

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Homem de 61 anos comparece à consulta com queixa de lesão no pênis há 3 meses, a qual se desenvolveu após episódio de eritema, prurido e fissura local, sem melhora após o uso de antibiótico por 30 dias. Como antecedentes pessoais, relata ter feito tratamento de HPV há 2 anos. Ao exame físico do pênis, odor fétido à retração prepucial, com má higienização local; lesão com aspecto verrucoso na glande; presença de linfonodos inguinais bilaterais à palpação, indolores, arredondados e imóveis. Considerando o diagnóstico mais provável, qual é a conduta adequada?

Alternativas

  1. A) Solicitar biópsia da lesão em glande peniana antes de indicar tratamento específico.
  2. B) Iniciar tratamento medicamentoso enquanto aguarda os exames sorológicos para sífilis, hepatite e HIV.
  3. C) Orientar correta higienização genital e uso de antibiótico oral associado à pomada tópica com corticoide.
  4. D) Orientar higienização genital, uso de medicação tópica e tratamento da parceira sexual para evitar recidiva.

Pérola Clínica

Lesão peniana crônica verrucosa + linfonodos inguinais imóveis → suspeitar câncer de pênis; biópsia é essencial.

Resumo-Chave

A presença de uma lesão peniana crônica, verrucosa, associada a fatores de risco como HPV e má higiene, e linfonodos inguinais imóveis, sugere fortemente carcinoma espinocelular. A biópsia é a conduta diagnóstica prioritária para confirmar a malignidade e guiar o tratamento.

Contexto Educacional

O carcinoma espinocelular de pênis é uma neoplasia maligna relativamente rara, mas com alta morbidade e mortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. Acomete principalmente homens mais velhos, com pico de incidência entre 50 e 70 anos. Sua etiologia está fortemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), fimose, má higiene genital, tabagismo e balanopostite crônica. A apresentação clínica inicial pode ser inespecífica, com lesões que variam de pequenas áreas eritematosas a massas verrucosas ou ulceradas, muitas vezes acompanhadas de odor fétido devido à necrose e infecção secundária. O diagnóstico do câncer de pênis é primariamente clínico, baseado na suspeita de lesões persistentes e progressivas, e confirmado por biópsia. A biópsia da lesão é o padrão ouro para estabelecer o diagnóstico histopatológico, sendo crucial para diferenciar de outras condições benignas ou infecciosas. A presença de linfonodos inguinais aumentados, endurecidos e imóveis sugere metástase linfonodal, um fator prognóstico importante que exige investigação adicional, como biópsia de linfonodo ou linfadenectomia. A conduta inicial diante de uma lesão peniana suspeita é sempre a biópsia. Após a confirmação histopatológica, o tratamento é guiado pelo estadiamento da doença, que pode incluir cirurgia (penectomia parcial ou total), radioterapia e quimioterapia. O prognóstico está diretamente relacionado ao estadiamento no momento do diagnóstico, reforçando a importância da suspeita clínica precoce e da investigação diagnóstica adequada para melhorar os desfechos dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de pênis?

Os principais fatores de risco incluem infecção por HPV, fimose, má higiene genital, tabagismo e balanopostite crônica.

Quando devo suspeitar de câncer de pênis em uma lesão peniana?

Suspeite de câncer de pênis em lesões penianas crônicas, que não cicatrizam, com aspecto verrucoso, ulcerado ou vegetante, especialmente se houver linfonodos inguinais aumentados e endurecidos.

Qual a importância da biópsia no diagnóstico do câncer de pênis?

A biópsia é fundamental para confirmar o diagnóstico histopatológico de malignidade, determinar o tipo histológico e o grau de diferenciação, informações cruciais para o estadiamento e planejamento terapêutico.

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