INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 61 anos comparece à consulta com queixa de lesão no pênis há 3 meses, a qual se desenvolveu após episódio de eritema, prurido e fissura local, sem melhora após o uso de antibiótico por 30 dias. Como antecedentes pessoais, relata ter feito tratamento de HPV há 2 anos. Ao exame físico do pênis, odor fétido à retração prepucial, com má higienização local; lesão com aspecto verrucoso na glande; presença de linfonodos inguinais bilaterais à palpação, indolores, arredondados e imóveis. Considerando o diagnóstico mais provável, qual é a conduta adequada?
Lesão peniana crônica verrucosa + linfonodos inguinais imóveis → suspeitar câncer de pênis; biópsia é essencial.
A presença de uma lesão peniana crônica, verrucosa, associada a fatores de risco como HPV e má higiene, e linfonodos inguinais imóveis, sugere fortemente carcinoma espinocelular. A biópsia é a conduta diagnóstica prioritária para confirmar a malignidade e guiar o tratamento.
O carcinoma espinocelular de pênis é uma neoplasia maligna relativamente rara, mas com alta morbidade e mortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. Acomete principalmente homens mais velhos, com pico de incidência entre 50 e 70 anos. Sua etiologia está fortemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), fimose, má higiene genital, tabagismo e balanopostite crônica. A apresentação clínica inicial pode ser inespecífica, com lesões que variam de pequenas áreas eritematosas a massas verrucosas ou ulceradas, muitas vezes acompanhadas de odor fétido devido à necrose e infecção secundária. O diagnóstico do câncer de pênis é primariamente clínico, baseado na suspeita de lesões persistentes e progressivas, e confirmado por biópsia. A biópsia da lesão é o padrão ouro para estabelecer o diagnóstico histopatológico, sendo crucial para diferenciar de outras condições benignas ou infecciosas. A presença de linfonodos inguinais aumentados, endurecidos e imóveis sugere metástase linfonodal, um fator prognóstico importante que exige investigação adicional, como biópsia de linfonodo ou linfadenectomia. A conduta inicial diante de uma lesão peniana suspeita é sempre a biópsia. Após a confirmação histopatológica, o tratamento é guiado pelo estadiamento da doença, que pode incluir cirurgia (penectomia parcial ou total), radioterapia e quimioterapia. O prognóstico está diretamente relacionado ao estadiamento no momento do diagnóstico, reforçando a importância da suspeita clínica precoce e da investigação diagnóstica adequada para melhorar os desfechos dos pacientes.
Os principais fatores de risco incluem infecção por HPV, fimose, má higiene genital, tabagismo e balanopostite crônica.
Suspeite de câncer de pênis em lesões penianas crônicas, que não cicatrizam, com aspecto verrucoso, ulcerado ou vegetante, especialmente se houver linfonodos inguinais aumentados e endurecidos.
A biópsia é fundamental para confirmar o diagnóstico histopatológico de malignidade, determinar o tipo histológico e o grau de diferenciação, informações cruciais para o estadiamento e planejamento terapêutico.
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