HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Laura de 30 anos, tabagista pesada e etilista, refere lesão ulcerada em borda lateral da língua há 3 meses, dolorosa e de crescimento progressivo. Refere disfagia e ardor. Ao exame físico, observa-se lesão ulcerada de 2,5 cm com bordas endurecidas e base infiltrativa. Nota-se uma nodulação endurecida em região cervical ipsilateral à lesão. Qual é o próximo passo diagnóstico?
Lesão ulcerada endurecida em língua + fatores de risco (tabagismo, etilismo) + linfonodomegalia cervical → Biópsia incisional é o próximo passo diagnóstico crucial.
Diante de uma lesão ulcerada e infiltrativa na língua, com bordas endurecidas, associada a fatores de risco como tabagismo e etilismo, e com suspeita de metástase linfonodal cervical (nodulação endurecida), a biópsia incisional da lesão primária é o passo diagnóstico mais importante e inicial para confirmar a malignidade e definir o tipo histológico, guiando o estadiamento e tratamento subsequentes.
O carcinoma espinocelular (CEC) de língua é o tipo mais comum de câncer oral, representando uma parcela significativa dos cânceres de cabeça e pescoço. Sua incidência está fortemente associada a fatores de risco como tabagismo e etilismo crônico, que atuam sinergicamente. A apresentação clínica típica inclui lesões ulceradas, endurecidas, com bordas elevadas e base infiltrativa, que podem ser dolorosas e causar disfagia ou odinofagia. A presença de linfonodomegalia cervical endurecida e fixa sugere metástase linfonodal, um fator prognóstico importante. Diante da suspeita clínica de CEC de língua, o próximo passo diagnóstico essencial e inadiável é a biópsia incisional da lesão. Este procedimento permite a obtenção de tecido para análise histopatológica, que confirmará o diagnóstico de malignidade, o tipo histológico e o grau de diferenciação celular. A biópsia excisional não é recomendada para lesões grandes ou com alta suspeita de malignidade, pois pode comprometer o planejamento cirúrgico definitivo e a avaliação das margens. Após a confirmação histopatológica, o estadiamento da doença é realizado com exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do pescoço e tórax, e, em alguns casos, PET-CT, para avaliar a extensão local, regional (linfonodos) e a distância (metástases). O tratamento é multimodal, envolvendo cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia, dependendo do estadiamento e das características do tumor. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para melhorar o prognóstico.
Os principais fatores de risco incluem tabagismo (cigarro, charuto, cachimbo), consumo excessivo de álcool, infecção por HPV (especialmente subtipos 16 e 18), má higiene oral, irritação crônica e exposição prolongada ao sol (para lesões labiais).
A biópsia incisional permite a obtenção de uma amostra representativa para confirmação histopatológica sem comprometer a ressecção cirúrgica definitiva. A biópsia excisional pode ser inadequada para lesões grandes ou infiltrativas, dificultando o planejamento cirúrgico e a avaliação de margens.
Após a confirmação histopatológica, exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do pescoço e tórax, e PET-CT, são indicados para estadiamento da doença, avaliação de metástases linfonodais e à distância, e planejamento terapêutico.
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