UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
O câncer de laringe tem alto potencial de morbidade e mortalidade, podendo envolver diferentes sítios anatômicos desse órgão, o que influencia a apresentação clínica, os padrões de disseminação e as opções de tratamento. A doença em estágio inicial tem maior possibilidade de tratamento curativo, geralmente com preservação da laringe. A doença em estágio avançado está associada a piores desfechos, sendo menos provável de permitir a preservação da laringe. Sobre o câncer de laringe, assinale a assertiva correta.
Câncer de laringe: Tabagismo é o fator de risco mais significativo.
O tabagismo é o principal fator etiológico para o carcinoma espinocelular de laringe, respondendo por até 90% dos casos. A cessação do tabagismo é crucial para a prevenção primária e secundária, melhorando significativamente o prognóstico.
O câncer de laringe é uma neoplasia maligna comum do trato aerodigestivo superior, com alta morbimortalidade. O carcinoma espinocelular é o tipo histológico predominante, e sua incidência está fortemente ligada a fatores de risco modificáveis. A compreensão desses fatores é crucial para a prevenção e o manejo da doença. A epidemiologia do câncer de laringe mostra uma forte associação com o tabagismo e o consumo de álcool, que atuam de forma sinérgica. Outros fatores incluem infecção por HPV (especialmente em cânceres orofaríngeos, mas com alguma relevância laríngea), exposição ocupacional e refluxo gastroesofágico. A apresentação clínica varia conforme o sítio anatômico (supraglote, glote, subglote), sendo a disfonia o sintoma mais comum em tumores glóticos iniciais. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento curativo e a preservação da laringe. O estadiamento da doença é realizado com base no sistema TNM, que considera o tamanho do tumor, o envolvimento linfonodal e a presença de metástases. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação dessas modalidades, dependendo do estágio e da localização do tumor. A vigilância para segundos tumores primários é essencial devido ao campo de cancerização.
O tabagismo é o fator de risco mais significativo, seguido pelo consumo de álcool. A combinação de ambos potencializa o risco de forma sinérgica.
O carcinoma espinocelular (CEC) é o tipo histológico mais comum, representando mais de 90% dos casos de câncer de laringe.
Pacientes com câncer de laringe têm alto risco de desenvolver um segundo tumor primário sincrônico ou metacrônico no trato aerodigestivo superior devido à exposição contínua aos mesmos carcinógenos, exigindo vigilância.
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