CEC de Lábio Inferior: Ressecção em V para Lesões Iniciais

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 65 anos, trabalhadora rural durante toda a vida, apresenta lesão ulcerada superficial de lábio inferior de 1,0 x 1,0 cm com mínimo acometimento da pele adjacente, cuja biópsia prévia revelou um carcinoma espinocelular (CEC) grau I. A melhor abordagem para essa paciente é:

Alternativas

  1. A) Ressecção “em V” na área do CEC.
  2. B) Ressecção “em W” na área do CEC e cauterização das áreas de queilite actínica.
  3. C) Ressecção “em V” na área do CEC associada à vermelhectomia do lábio inferior.
  4. D) Ressecção total do lábio inferior + reconstrução com retalho local.
  5. E) Ressecção total do lábio inferior + reconstrução microcirúrgica.

Pérola Clínica

CEC labial superficial < 1 cm, grau I → Ressecção em V é a conduta de escolha.

Resumo-Chave

Para um carcinoma espinocelular (CEC) de lábio inferior, superficial, pequeno (<1-2 cm) e bem diferenciado (grau I), a ressecção "em V" é uma técnica cirúrgica simples e eficaz que permite a excisão completa da lesão com margens adequadas e fechamento primário, preservando a função e a estética labial.

Contexto Educacional

O carcinoma espinocelular (CEC) é o câncer mais comum do lábio, sendo o lábio inferior o local mais frequentemente afetado, especialmente em pacientes com histórico de exposição solar crônica, como trabalhadores rurais. A queilite actínica é uma lesão pré-maligna comum que pode progredir para CEC. O diagnóstico precoce e a escolha da abordagem terapêutica adequada são cruciais para o prognóstico. A biópsia é essencial para confirmar o diagnóstico e determinar o grau de diferenciação do tumor. Para CECs pequenos, superficiais e bem diferenciados (grau I), como o descrito na questão, a ressecção "em V" é a técnica de escolha. Este procedimento permite a excisão completa da lesão com margens cirúrgicas adequadas, minimizando a deformidade e preservando a função labial, com excelentes resultados cosméticos e oncológicos. Em casos de lesões maiores, mais invasivas ou com comprometimento de mais de um terço do lábio, outras técnicas como a ressecção "em W", ressecções mais amplas com reconstruções complexas (retalhos de Abbe-Estlander, Karapandzic) ou até mesmo radioterapia podem ser necessárias. A avaliação cuidadosa do tamanho, profundidade e diferenciação do tumor, juntamente com o estado geral do paciente, guia a decisão terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para carcinoma espinocelular do lábio inferior?

Os principais fatores de risco incluem exposição crônica à radiação ultravioleta (sol), tabagismo, etilismo, imunossupressão e a presença de queilite actínica crônica. Trabalhadores rurais, devido à exposição solar prolongada, têm maior risco.

Quando a ressecção "em V" é a conduta mais indicada para CEC labial?

A ressecção "em V" é ideal para lesões pequenas (geralmente < 1-2 cm), superficiais, bem diferenciadas (grau I) e localizadas no lábio inferior, onde a excisão pode ser realizada com margens adequadas e o defeito pode ser fechado primariamente.

Quais são as alternativas de tratamento para CEC labial mais avançado?

Para CECs labiais maiores, mais invasivos ou com metástases, podem ser necessárias ressecções mais amplas (incluindo ressecção total do lábio), reconstruções complexas com retalhos locais ou microcirúrgicos, radioterapia e/ou quimioterapia.

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