AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Paciente de 67 anos, sexo masculino, tabagista, vem apresentando quadro de disfagia progressiva e perda ponderal de 10 kg nos últimos 2 meses. Foi diagnosticado com carcinoma espinocelular do esôfago torácico, tendo realizado tomografia e ecoendoscopia para seu estadiamento, que evidenciaram uma lesão invadindo a muscular própria, presença de cinco linfonodos regionais, dois mediastinais aumentados e ausência de metástases à distância. De acordo com a Classificação TNM, essa neoplasia seria classificada como:
Invasão da muscular própria (T2) + 3 a 6 linfonodos acometidos (N2) = T2N2 no câncer de esôfago.
O estadiamento do câncer de esôfago baseia-se na profundidade da invasão parietal (T) e no número exato de linfonodos regionais (N). N2 refere-se especificamente ao acometimento de 3 a 6 linfonodos.
O estadiamento preciso do carcinoma espinocelular (CEC) de esôfago é fundamental para definir a conduta terapêutica, seja ela cirúrgica primária ou neoadjuvante. A ecoendoscopia (EUS) é o padrão-ouro para avaliar a profundidade da invasão na parede esofágica (T) e a presença de linfonodos suspeitos (N). No caso apresentado, a invasão da muscular própria caracteriza o T2. A presença de cinco linfonodos regionais positivos (independentemente de serem mediastinais ou periesofágicos) enquadra o paciente na categoria N2 (3 a 6 linfonodos). A ausência de metástases à distância confirma o M0. Portanto, a classificação final é T2N2M0, o que geralmente implica em um prognóstico reservado e necessidade de tratamento multimodal.
O estágio T2 é definido quando a neoplasia invade a camada muscular própria do esôfago, sem ultrapassá-la para a adventícia.
No sistema TNM atual para esôfago, N1 indica metástase em 1 a 2 linfonodos regionais, enquanto N2 indica metástase em 3 a 6 linfonodos regionais.
Sim, para o esôfago torácico, os linfonodos mediastinais (desde a fúrcula esternal até o diafragma) são considerados estações linfonodais regionais.
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