UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Sobre os casos de câncer de esôfago do tipo histológico carcinoma espino-celular, assinale a alternativa INCORRETA.
Carcinoma espinocelular de esôfago: linfadenectomia mediastinal é benéfica, inclusive por via toracoscópica, para estadiamento e controle locorregional.
A linfadenectomia mediastinal é um componente crucial da esofagectomia para carcinoma espinocelular, pois melhora o estadiamento e pode ter impacto no controle locorregional e sobrevida. A realização por via toracoscópica, como parte da cirurgia minimamente invasiva, tem demonstrado benefícios semelhantes à via aberta, com menor morbidade, e não "não traz benefícios".
O carcinoma espinocelular de esôfago é uma neoplasia maligna agressiva, cuja incidência está fortemente associada a fatores de risco como tabagismo e etilismo, que atuam de forma sinérgica, elevando significativamente o risco. A Síndrome de Howel-Evans, caracterizada por tilose palmo-plantar e predisposição genética, é uma condição rara que também aumenta o risco para este tipo histológico. O diagnóstico precoce é desafiador, e a maioria dos pacientes apresenta doença localmente avançada ao diagnóstico. O tratamento do câncer de esôfago frequentemente envolve uma abordagem multimodal, combinando quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A esofagectomia com linfadenectomia é o pilar do tratamento cirúrgico. A linfadenectomia mediastinal é crucial não apenas para o estadiamento preciso da doença, mas também para o controle locorregional e potencial impacto na sobrevida. A realização dessa linfadenectomia por via minimamente invasiva (toracoscópica ou robótica) tem demonstrado ser factível e segura, com benefícios em termos de recuperação pós-operatória, sem comprometer a qualidade oncológica. Apesar dos avanços, a decisão de omitir a cirurgia em pacientes com resposta patológica completa após neoadjuvância ainda é um tema de pesquisa e debate, não sendo uma conduta padrão para todos os casos. A cirurgia minimamente invasiva, embora associada a maiores custos iniciais, oferece vantagens como menor tempo de internação e recuperação mais rápida, o que justifica seu crescente uso em centros especializados.
Os principais fatores de risco são o tabagismo e o consumo de álcool, que atuam de forma sinérgica e podem aumentar o risco em mais de 40 vezes. Outros fatores incluem tilose palmo-plantar (Síndrome de Howel-Evans) e deficiências nutricionais.
A linfadenectomia mediastinal é fundamental para o estadiamento preciso da doença, identificando a presença de metástases linfonodais. Além disso, pode ter um papel terapêutico no controle locorregional da doença e na sobrevida do paciente.
Em pacientes com lesões localmente avançadas que recebem terapia neoadjuvante (quimio e/ou radioterapia), a cirurgia pode ser considerada para omissão apenas em casos de resposta patológica completa confirmada, embora essa seja uma abordagem ainda em estudo e não padrão para todos os casos.
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