HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Homem de 61 anos, tabagista e etilista crônico, apresenta disfagia progressiva há 3 meses, inicialmente para sólidos e atualmente também para líquidos. Relata perda ponderal de 14 kg no período. Endoscopia digestiva alta mostra lesão vegetante e ulcerada no terço médio do esôfago, com estenose significativa. A biópsia confirmou carcinoma espinocelular. Qual é a conduta inicial mais adequada nesse caso?
Diagnóstico de CA de esôfago → Estadiamento sistêmico (TC tórax/abdome) antes de definir conduta.
Após a confirmação histológica de câncer de esôfago, o estadiamento com exames de imagem é o passo inicial obrigatório para determinar a extensão da doença e a viabilidade de tratamento curativo ou paliativo.
O carcinoma espinocelular (CEC) de esôfago está fortemente associado ao tabagismo e etilismo crônicos, apresentando-se frequentemente com disfagia progressiva e perda ponderal significativa. Devido à ausência de camada serosa no esôfago e à rica rede linfática submucosa, a disseminação local e linfonodal ocorre precocemente, tornando o estadiamento rigoroso uma etapa crítica. O manejo terapêutico moderno é multidisciplinar. Para tumores localmente avançados (T2-T4 ou N+), a quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de esofagectomia é o padrão ouro. Em casos metastáticos, o foco desloca-se para o controle de sintomas e qualidade de vida, muitas vezes utilizando próteses endoscópicas ou radioterapia paliativa.
O primeiro passo é o estadiamento clínico completo. Isso envolve a realização de exames de imagem, como a tomografia computadorizada (TC) de tórax e abdome com contraste, para avaliar a extensão local do tumor (T), o envolvimento de linfonodos regionais (N) e a presença de metástases à distância (M), como no fígado ou pulmões.
A TC é fundamental para identificar se a doença é sistêmica. Se houver metástases à distância, o tratamento muda de uma intenção curativa (que envolveria cirurgia ou quimiorradioterapia neoadjuvante) para uma abordagem paliativa. Além disso, a TC avalia a invasão de estruturas vitais adjacentes no mediastino, o que pode contraindicar a cirurgia inicial.
Além da TC, o PET-CT é altamente sensível para detectar metástases ocultas. A ecoendoscopia (ultrassom endoscópico) é o melhor método para avaliar a profundidade da invasão na parede esofágica (estágio T) e linfonodos suspeitos próximos ao esôfago, sendo crucial para decidir sobre a ressecção endoscópica em tumores precoces.
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