FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
J.P., masculino, 50 anos, alcoolista e tabagista ativo, foi submetido à endoscopia que revelou lesão de 4 mm de diâmetro a 35 cm da arcada dental superior. O histopatológico demonstra carcinoma espinocelular, restrito à camada epitelial. O estadiamento confirma a localização restrita à camada epitelial. A conduta terapêutica é:
Carcinoma espinocelular esofágico restrito à camada epitelial (Tis) → ressecção endoscópica curativa.
Um carcinoma espinocelular de esôfago restrito à camada epitelial (carcinoma in situ ou Tis) sem invasão da lâmina própria ou submucosa, e sem evidência de metástase, é considerado uma lesão precoce e pode ser tratado de forma curativa por ressecção endoscópica, como mucosectomia ou dissecção submucosa endoscópica.
O carcinoma espinocelular do esôfago é um tipo comum de câncer esofágico, fortemente associado a fatores de risco como tabagismo e alcoolismo. O estadiamento preciso é crucial para determinar a conduta terapêutica. Lesões precoces, como o carcinoma in situ (Tis) ou carcinoma restrito à camada epitelial, representam uma oportunidade para tratamentos menos invasivos e com alta taxa de cura. Quando o estadiamento confirma que o carcinoma espinocelular está restrito à camada epitelial, sem invasão da lâmina própria ou submucosa, e sem evidência de metástase linfonodal ou à distância, a lesão é considerada de muito baixo risco para metástase linfonodal. Nesses casos, a ressecção endoscópica é a conduta terapêutica de escolha. Técnicas como a mucosectomia endoscópica (EMR) ou a dissecção submucosa endoscópica (ESD) permitem a remoção completa da lesão com margens livres, oferecendo um tratamento curativo e preservando o órgão. Essas abordagens minimamente invasivas evitam a morbimortalidade associada à esofagectomia, que é uma cirurgia de grande porte reservada para estágios mais avançados da doença. O acompanhamento rigoroso é fundamental após a ressecção endoscópica para detectar eventuais recorrências.
Significa que as células cancerosas estão confinadas à camada mais superficial do esôfago (epitélio), sem invadir a lâmina própria ou a submucosa. Este estágio é classificado como Tis (carcinoma in situ) ou T1a (se invadir a lâmina própria, mas não a submucosa).
A ressecção endoscópica (mucosectomia ou dissecção submucosa) é minimamente invasiva, preserva o órgão, tem menor morbimortalidade e oferece alta taxa de cura para lesões precoces sem invasão linfática ou metástase.
A esofagectomia é indicada para estágios mais avançados do câncer de esôfago (T1b ou superior, ou com envolvimento linfonodal), onde a ressecção endoscópica não é suficiente para garantir a cura ou para remover toda a doença.
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